As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram, na noite desta terça-feira (3/3), um ataque ao complexo secreto Minzadehei, localizado em Teerã, capital do Irã. Segundo o exército, o local era utilizado pelo regime iraniano para recursos necessários ao desenvolvimento de armas nucleares.
De acordo com as IDF, cientistas atuavam secretamente no local para desenvolver “um componente-chave para armas nucleares”.
O ataque, segundo o comunicado, removeu esse componente da capacidade do regime iraniano de avançar nesse campo, e se soma a uma série de ações conduzidas durante a Operação Leão Ascendente, consideradas essenciais para eliminar a ameaça nuclear iraniana.
Ainda segundo as IDF, apesar do ataque ter causado “graves danos” ao complexo, o Irã não interrompeu as atividades nucleares. Os recursos necessários teriam sido transferidos para um local subterrâneo, protegido contra ataques aéreos.
As informações indicam que a inteligência das IDF monitorou as atividades no local e localizou a nova posição para possibilitar um ataque preciso ao complexo subterrâneo secreto.
Paralelamente, os Estados Unidos e Israel iniciaram bombardeios contra o Irã desde o sábado (28/2). Mais de 130 cidades iranianas teriam sido atingidas, e o aiatolá Ali Khamenei, líder do país, foi assassinado. O total de mortos no Irã chegou a 787 nesta terça-feira (3/3), quarto dia de conflito, com pelo menos 176 crianças entre as vítimas. No entanto, segundo a mesma fonte, 153 cidades iranianas foram atingidas pelos ataques coordenados.
Em Israel, ao menos nove pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas. Os Estados Unidos registraram as primeiras baixas militares, com a morte de seis soldados, três deles em um ataque ao porta-aviões USS Abraham Lincoln, no Golfo Pérsico.
A guerra chega ao quarto dia sem previsão de encerramento. Em coletiva de imprensa, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que o conflito pode durar mais de um mês; mais tarde, ele declarou que os EUA possuem armamento para que a guerra dure “para sempre”.
Como você vê o desfecho desta escalada entre potências? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre as implicações desta crise para a região.
