Moraes decreta prisão preventiva de Silvinei Vasques após fuga para o Paraguai

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STF converte prisão domiciliar de Silvinei Vasques em prisão preventiva após prisão no Paraguai

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu transformar a prisão domiciliar de Silvinei Vasques em prisão preventiva ainda nesta sexta-feira, poucas horas após a prisão dele em Assunção, no Paraguai, em uma tentativa de fuga internacional. A decisão aponta violação deliberada das medidas cautelares, que incluíam tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar, como justificativa para a decretação da custódia preventiva.

A movimentação de Silvinei ganhou contornos ainda na madrugada de quinta-feira (25), em Natal, quando o sinal da tornozeleira parou de emitir. Segundo a Polícia Federal, houve pane possivelmente causada pela bateria esgotada ou por interferência externa. Agentes foram à residência dele em São José (SC) e constataram que o imóvel estava vazio e o réu havia fugido. Ele foi interceptado no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, portando passaporte falso, com destino a El Salvador.

Diferente de um processo de extradição, as autoridades paraguaias optaram pela expulsão sumária de Silvinei. Por ter sido flagrado cometendo crime com documento falso em território estrangeiro, ele foi enquadrado como pessoa indesejada.

O ex-diretor já possuía uma condenação recente de 24 anos e 6 meses de prisão por sua atuação na trama golpista de 2022. Como a sentença não transitou em julgado, ele ainda gozava do benefício da prisão domiciliar sob cautelares. Com a nova decisão de Moraes, ele perde o direito de aguardar o fim dos recursos em casa e deve cumprir o regime fechado, em um presídio de segurança máxima, por alto risco de nova fuga e pela gravidade da conduta.

A etapa seguinte prevê o ingresso no Brasil pela Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR), com a Polícia Federal providenciando a transferência imediata para Brasília.

Conclui-se que o caso reforça o combate a fraudes e à fuga de autoridades, com impactos para o cenário jurídico e de segurança pública. Compartilhe sua visão sobre a decisão e quais impactos você acredita que ela pode trazer nos próximos desdobramentos. Comente abaixo e participe da discussão.

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