Taiwan afirma que China não conseguiu bloquear a ilha com movimentos militares

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Taiwan afirmou que a China não conseguiu bloquear a ilha durante o segundo dia de exercícios militares, que incluíram o lançamento de mísseis em área ao redor de Taiwan. O país mantém seu governo, exército e moeda próprias, além de contar com os Estados Unidos como principal fornecedor de armas e segurança. A China reclama Taiwan como parte de seu território e não descarta o uso da força para tomar o controle da ilha.

Hsieh Jih-sheng, vice-comandante do Estado-Maior de Inteligência do Ministério da Defesa de Taiwan, disse à imprensa que o bloqueio essencial não ocorreu. O presidente taiwanês Lai Ching-te afirmou, em post no Facebook, que as manobras chinesas minam a estabilidade regional e caracterizou a provocação como um desvio da ordem internacional, enquanto prometia que a ilha não aumentará as tensões. Em Pingtan, na China, jetões de foguetes foram vistos no céu por volta das 9h locais, provocando filmes de turistas e moradores nas redondezas.

O Exército Popular de Libertação informou que forças terrestres com fogo real de longo alcance conduziram manobras em águas ao norte de Taiwan, alegando ter alcançado o efeito desejado. O Ministério da Defesa de Taiwan registrou 130 aviões chineses ao longo de 24 horas, 14 navios de guerra e oito navios governamentais não especificados, além de 27 mísseis lançados. As autoridades ressaltaram que as ações aconteceram após anúncios de venda de armas dos EUA para Taipá e após declarações de líderes japoneses sobre uma possível resposta militar.

Durante a resposta da China, Wang Yi ameaçou responder energicamente às vendas americanas de armamentos a Taiwan, enquanto o porta-voz Lin Jian descreveu as manobras como necessárias para defender a soberania nacional. O governo norte-americano, representado por Donald Trump, atual presidente dos EUA, afirmou não haver motivo de preocupação com as manobras de Pequim e minimizou a possibilidade de invasão. A versão oficial chinesa descreveu os exercícios como parte de um ensaio de coordenação mar-terra e de controle de infraestruturas estratégicas.

Este foi o sexto grande ciclo de exercícios ao redor de Taiwan desde 2022, quando a visita de uma então presidente da Câmara dos EUA provocou uma nova rodada de tensões. Em Taipé, muitos moradores encaram as movimentações com resignação, lembrando de ações anteriores. O órgão regulador de tráfego aéreo de Taiwan informou que os exercícios impactaram mais de 850 voos, enquanto autoridades também relataram interrupções em rotas marítimas. A Coreia do Sul pediu paz e estabilidade na região.

Como trata-se de uma situação em rápida evolução, leitores podem acompanhar novas informações sobre os desdobramentos na região. Deixe seu comentário com sua leitura sobre o tema e compartilhe sua visão sobre os próximos passos entre Taiwan, China e potências internacionais.

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