Defesa de Bolsonaro solicita prisão domiciliar humanitária após série de procedimentos médicos
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, a prisão domiciliar humanitária assim que ele receber alta do hospital DF Star, onde está internado desde 24 de dezembro. O pleito sustenta que as condições médicas dele tornam incompatível a permanência em regime prisional.
O pedido ocorre após a realização de uma série de procedimentos médicos na última semana, com a expectativa de alta caso tudo transcorra conforme o previsto.
- 25 de dezembro: cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral.
- 27 de dezembro: bloqueio do nervo frênico direito.
- 29 de dezembro: novo bloqueio do nervo frênico direito.
- 30 de dezembro: intervenção adicional no nervo frênico.
- 31 de dezembro: endoscopia digestiva alta.
A endoscopia é citada como a quinta intervenção desde a admissão no DF Star, véspera de Natal, com médicos sinalizando alta para o início de 1º de janeiro de 2026, se tudo ocorrer dentro do esperado.
Além disso, a defesa aponta a síndrome de apneia-hipopneia obstrutiva do sono de grau severo, confirmada pela polissonografia, com índice de apneia superior a 50 eventos por hora e dessaturações relevantes de oxigênio, circunstâncias que, segundo os advogados, exigem uso diário de aparelho CPAP para suporte noturno.
Os representantes de Bolsonaro sustentam que, pela idade e pelo agravamento dessa condição, a permanência em estabelecimento prisional seria “incompatível com o retorno imediato ao cárcere” e exporia o ex-presidente a risco concreto de piora súbita da saúde, sem amparo aos princípios da dignidade da pessoa humana e do direito à saúde.
A defesa ressaltou que o quadro médico atual justifica a solicitação e que a prisão domiciliar seria a opção menos gravosa, especialmente diante da possibilidade de alta hospitalar em breve.
O caso ganha atenção do público, já que Bolsonaro permanece hospitalizado durante o Réveillon, com previsão de alta para os primeiros dias de 2026, se não houver intercorrências.
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