Ataques no Irã: temores de guerra tomam o Oriente Médio após ação dos EUA e de Israel

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Após ataques dos EUA e de Israel ao Irã no fim de semana, o Irã retaliou mirando bases americanas na região, elevando temores de uma conflagração no Oriente Médio. Países ao redor do mundo pediram contenção e lembraram que a escalada pode ter consequências graves para civis e estabilidade regional. Uma coluna de fumaça foi vista em Teerã após relatos de explosões na cidade.

Desfechada a ofensiva, a Guarda Revolucionária do Irã prometeu punir os “assassinos” do líder supremo Ali Khamenei, cuja morte foi confirmada pela televisão estatal. Em comunicado, o grupo afirmou que a vingança da nação iraniana será severa, decisiva e lamentável para os responsáveis, sinalizando uma resposta firmíssima ao que chamou de ataque ocorrido.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu cessar imediata das hostilidades e desescalada, ressaltando que os ataques de ambos os lados minam a paz internacional. O alto comissionado de direitos humanos, Volker Türk, advertiu que novos ataques trariam apenas morte, destruição e sofrimento humano.

A União Europeia condenou os ataques iranianos aos Emirados Árabes Unidos como violação da soberania e do direito internacional. Ursula von der Leyen divulgou que houve reunião de emergência dos ministros das Relações Exteriores para abordar a crise, enquanto Kaja Kallas reiterou a necessidade de diálogo entre as partes.

A Rússia classificou a situação como “catástrofe” nuclear potencial e afirmou que a região caminha para uma crise humanitária e radiológica. Já a Agência Internacional de Energia Atômica informou não haver evidência de impactos radiológicos até o momento, pedindo vigilância e contenção por todas as partes. A China pediu interrupção imediata das ações militares, enfatizando que soberania, segurança e integridade territorial do Irã devem ser respeitadas.

O Catar, que abriga uma base militar dos EUA, afirmou que reserva o direito de responder ao ataque iraniano contra seu território. Na Oceania, o premier australiano Anthony Albanese disse que o líder iraniano não será pranteado pela morte anunciada pela mídia estatal. A Noruega também condenou os ataques, afirmando que Israel violou o direito internacional ao realizar ações preventivas sem ameaça iminente.

O presidente sul-africano Cyril Ramaphosa classificou as ações como violação do direito internacional, defendendo que autodefesa antecipada não está permitida. A Índia ressaltou a necessidade de diálogo e diplomacia, defendendo que soberania e integridade de todos os estados devem ser respeitadas. Grã-Bretanha, França e Alemanha condemnaram os ataques, com Macron convocando reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU para discutir a escalada.

O Líbano tratou de não se deixar arrastar para a guerra e o Jordão afirmou que defenderia seus interesses, mantendo-se fora do conflito. O Hamas denunciou a ofensiva como agressão, e a Autoridade Palestina repudiou ataques contra estados árabes, rejeitando qualquer violação de soberania. A Ucrânia, por sua vez, viu a crise como oportunidade para mobilizar apoio interno contra o que chamou de regime iraniano.

A Cruz Vermelha alertou para uma reação em cadeia com consequências devastadoras para civis, enquanto a União Africana pediu contenção, desescalada e diálogo sustentado. A Nova Zelândia pediu retomada de negociações e respeito ao direito internacional para encerrar a crise, instando líderes a buscar uma solução negociada colocada em prática por meio de canais diplomáticos.

Em resumo, a ofensiva divulgada no fim de semana reacende temores de uma guerra regional, com reações de várias fronteiras destacando a necessidade de contenção, diálogo e respeito ao direito internacional para evitar danos humanos ainda maiores. Qual é a sua leitura sobre o atual estágio da crise no Oriente Médio? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo para enriquecermos este debate.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Xi Jinping viajará à Coreia do Norte, em primeira visita desde 2019

O presidente da China, Xi Jinping, viajará à Coreia do Norte na próxima semana, sua primeira visita ao país desde 2019, em uma...

Ex-príncipe Andrew sublocava imóveis em residência real, diz órgão britânico

Resumo: o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, sublocou várias casas da Royal Lodge, em Windsor, recebendo as rendas sem pagar aluguel....

Princesa herdeira da Noruega entra na fila de espera para transplante de pulmão

Entre os destaques da realeza europeia, a princesa Mette-Marit, futura rainha da Noruega, foi colocada na lista de espera para transplante de pulmão...