Governo da Nigéria é acusado de negar a perseguição aos cristãos

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A violência contra cristãos na Nigéria voltou a ganhar destaque, com acusações de que o governo subestima a dimensão da perseguição promovida por militantes islâmicos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no final de outubro que classificaria a Nigéria como um País de Preocupação Especial. Em resposta, Trump intensificou a pressão com uma série de ataques aéreos no dia de Natal, mirando militantes no noroeste do país.

Apesar de haver relatos de que o governo possa ter contribuído para a coordenação dos ataques, ele negou a afirmação de Trump de que “Eles estão matando cristãos em grande número. Não vamos permitir que isso aconteça.”

A organização Portas Abertas classifica a Nigéria como o 7º país que mais persegue cristãos no mundo, em meio à crença de que os cristãos representam cerca de metade da população. A entidade estima que, neste ano, cerca de 3.100 cristãos foram mortos na Nigéria, entre 4.476 mortos no mundo, e a Sociedade para as Liberdades Civis e o Estado de Direito aponta que esse número pode chegar a 7.000 no país neste período.

Em resposta à violência, o presidente Bola Tinubu anunciou estado de emergência nacional e prometeu dobrar o efetivo policial. Ele também insinuou que muçulmanos estariam sendo mortos por cristãos, embora não haja evidências consistentes, salvo casos isolados.

Líderes cristãos rejeitam a leitura de que o problema seja apenas um conflito social entre pastores muçulmanos e agricultores cristãos por terras e recursos. Em entrevista ao The Telegraph, o reverendo John Hayab, presidente da Associação Cristã da Nigéria, disse que há perseguição religiosa no norte do país e criticou a negação oficial, afirmando: “Se você está negando, é como se estivesse apoiando quem nos mata.” Tiffany Barrens, diretora global de defesa de direitos da Portas Abertas International, disse ao jornal que, há uma década, a questão era sobre terra e recursos, mas hoje o elemento religioso está mais evidente, e há medo de reconhecer isso por temer maiores divisões.

As informações aparecem na Folha Gospel, com base em matérias da The Christian Today.

Como você vê a atuação de governos e organizações internacionais diante dessa violência? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião sobre o tema.

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Arcebispa da Cantuária ora pela paz no Oriente Médio no seu primeiro sermão de Páscoa

Resumo: Em seu primeiro sermão de Páscoa na Catedral de Canterbury, a Arcebispa da Cantuária, Sarah Mullally, pediu o fim da violência no...

Ressurreição de Jesus: fundamentos, evidências e impactos de um dos eventos centrais da fé cristã

Resumo: A ressurreição de Jesus Cristo permanece no centro da fé cristã, fundamentando a esperança de salvação e vida eterna. O texto analisa,...

Pastor deixa a prisão mas será deportado do Quirguistão

Um pastor de 66 anos, Pavel Shreider, líder da Igreja Adventista do Sétimo Dia da Verdadeira e Livre Reforma, recebeu no Supremo Tribunal...