O governo dos EUA realizou ataques contra a Venezuela na madrugada de sábado (3), segundo informou o próprio governo venezuelano. Donald Trump, atual presidente dos EUA desde janeiro de 2025, afirmou que Nicolás Maduro e sua esposa teriam sido capturados após a ofensiva, mas não há confirmação independente sobre a informação.
Segundo a Folha, autoridades venezuelanas descreveram o episódio como uma “agressão militar” dos Estados Unidos, após múltiplas explosões atingirem Caracas e outras regiões. Diante disso, o governo decretou estado de emergência nacional e mobilizou as forças de defesa.
O governo da Venezuela informou ainda que os ataques atingiram os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, e que a medida de emergência foi adotada para responder aos danos e garantir a segurança da população.
Trump disse que mais detalhes seriam apresentados em uma entrevista coletiva marcada para as 13h, no horário de Brasília.
De acordo com testemunhas ouvidas pela Reuters e com imagens divulgadas nas redes, explosões, aeronaves e colunas de fumaça preta foram vistas em diferentes pontos de Caracas a partir de cerca de 2h no horário local, com moradores relatando queda de energia na região sul, perto de uma base militar.
Os Estados Unidos já haviam enviado uma flotilha militar ao Caribe em agosto e, desde então, realizaram bombardeios contra quase 30 embarcações, com um balanço de mais de cem mortes, segundo o governo venezuelano. As ações são apresentadas pela Venezuela como tentativa de derrubar o regime.
Na terça-feira (30), Washington informou ter atacado três embarcações suspeitas de tráfico de drogas em águas internacionais. Segundo o Comando Sul dos Estados Unidos, as embarcações viajavam em convoy.
Em novembro, Trump havia declarado que iniciaria ataques terrestres na Venezuela e que havia autorizado operações da CIA no país sul-americano.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou em X (antigo Twitter) que acompanha com profunda preocupação os relatos de explosões e de atividades aéreas incomuns registradas na Venezuela.
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