Meta descrição: Reações de líderes latino-americanos à intervenção dos EUA na Venezuela, com Milei e Noboa apoiando, e Petro, Díaz-Canel, Lula, Boric e Sheinbaum defendendo diálogo e soberania. Palavras-chave: Venezuela, Maduro, Milei, Noboa, intervenção dos EUA, soberania, autodeterminação, multilateralismo, diálogo, América Latina.
A operação militar dos EUA que prendeu Nicolás Maduro, anunciada neste sábado, provocou reações distintas no cenário regional. O presidente argentino Javier Milei celebrou a medida com a frase “La Libertad Avanza. Viva la libertad carajo” e foi visto como favorável à ação do governo dos EUA, agora sob o governo do presidente Donald Trump. O Equador, por meio de Daniel Noboa, também sinalizou apoio, entendendo que ações assim visam desmantelar redes criminosas que operam na região.
Milei foi descrito como um dos poucos líderes a apoiar a investida para prender Maduro, seguindo a linha de apoio a ações militares estrangeiras. Noboa, nas redes sociais, afirmou que vê a estrutura criminosa que chamou de narco chavistas desmoronando em todo o continente.
Do lado oposto, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, criticou a ofensiva dos EUA e convocou o Conselho de Segurança Nacional para apoiar a população colombiana na Venezuela. Ele rejeitou a agressão à soberania venezuelana e defendeu autodeterminação dos povos, dizendo que a paz depende do diálogo.
O líder cubano Miguel Díaz-Canel repudiou a ofensiva e pediu resposta da região internacional, denunciando um ataque ao povo venezuelano e à América. Na mesma linha, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a ação dos EUA ultrapassa o que é aceitável entre nações, configurando violação do direito internacional e abrindo espaço para violência, caos e instabilidade.
O presidente do Chile, Gabriel Boric, expressou preocupação e pediu uma solução pacífica para a crise, enfatizando a importância do diálogo, do multilateralismo e de evitar interferência externa para manter a estabilidade regional.
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, citou a Carta das Nações Unidas, lembrando que os membros devem abster-se do uso ou da ameaça de força contra a integralidade territorial de qualquer Estado e reforçou a importância de respeitar os objetivos da ONU.
Em síntese, as reações na região variam entre apoio a ações dos EUA e o apelo a soluções pacíficas, com ênfase no respeito à soberania e ao direito internacional. O momento evidencia uma divisão entre quem favorece resposta internacional para enfrentar o crime e quem aposta no diálogo e nos mecanismos multilaterais para resolver crises.
Como você avalia a postura dos líderes da região? Deixe seu comentário com sua opinião sobre o uso da força versus soluções diplomáticas para crises na Venezuela e na América Latina.

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