A Ouvidoria do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) encaminhou uma notícia de fato à promotora de Justiça do Núcleo de Direitos Humanos, pedindo providências sobre o caso da médica que sofreu insultos racistas durante uma abordagem policial. O objetivo é que o órgão competente adote as medidas cabíveis.
A médica Rithiele Souza Silva relatou que, após postar um vídeo sobre a abordagem, o conteúdo circulou entre bombeiros. Um militar reagiu com ofensa, chamando-a de “macaca” em tom que gerou constrangimento. O registro já teve grande alcance, com cerca de 1,7 milhão de visualizações, segundo o relato apresentado à promotoria.
VÍDEO sobre a abordagem
A gravação viral mostra a abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na região de Sobradinho. A médica estava a caminho de casa quando foi parada e, inicialmente, solicitada a descer do veículo. Depois, questionaram se ela tinha passagens pela polícia. Essa pergunta me deixou constrangida e intimidada, contou. Ao apresentar como documento o crachá de médica, a postura dos agentes mudou, recebendo explicações e um tom mais tranquilo.
Rithiele afirmou que publicou o vídeo para incentivar seus seguidores a manterem a calma e aprenderem a lidar com situações assim. É como se eu tivesse mostrado que venci na vida, disse, destacando que se sentiu ofendida ao ser confundida com alguém que não era médica.
Em nota, a PMDF reforçou que a abordagem faz parte da rotina do policiamento ostensivo e reiterou o compromisso com o respeito aos direitos fundamentais, à legalidade e à atuação profissional de seus policiais em todas as ocorrências. A corporação acrescentou que as ações seguem critérios técnicos e legais, visando a segurança da população, de forma igualitária, respeitosa e sem discriminação com base em posição social, profissão, raça ou qualquer outra condição.
O caso também foi levado ao conhecimento da Promotoria de Justiça Militar do DF, juntamente com a solicitação de providências pela Ouvidoria Geral do MPDFT, conforme o andamento descrito no documento encaminhado à promotoria.
Com a repercussão do vídeo, a médica reforçou a importância de reconhecer direitos e manter a postura firme diante de situações de constrangimento. A PMDF, por sua vez, mantém o tom de esclarecimentos sobre o procedimento adotado nas abordagens, destacando que o objetivo é a segurança de todos e o cumprimento da lei.
E você, já passou por abordagem policial que gerou desconforto ou racismo institucional? Compartilhe sua experiência nos comentários e participe da conversa sobre direitos, respeito e segurança no cotidiano da cidade.

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