EUA classifica Irã como Estado patrocinador de detenções ilegais

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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificou o Irã como Estado patrocinador de detenções ilegais e ordenou que o regime liberte todos os americanos detidos injustamente, em declaração feita na noite de sexta-feira (27/2) durante negociações indiretas mediadas por Omã em Genebra.

A fala ocorreu um dia após a terceira rodada de negociações indiretas entre os dois países, mediadas por Omã, em Genebra.

Em publicação no X, Rubio reiterou que os cidadãos americanos têm sido usados pelo Irã como moeda de barganha política e pediu o fim dessa prática, enquanto Washington sustenta a existência de detenções como instrumento de pressão; Teerã nega motivação política e afirma que os casos seguem a lei iraniana.

Até a publicação desta reportagem, o governo iraniano não havia divulgado resposta direta à nova classificação.

Negociações entre EUA e Irã

Após a reunião em Genebra, autoridades disseram que houve progresso significativo e conversas intensas, mas sem acordo concreto para encerrar impasses: o fim do programa nuclear e o fim das sanções.

“Tivemos um bom progresso no caso nuclear e no levantamento de sanções”, disse o ministro das Relações Exteriores do Irã após a reunião. “Sobre alguns pontos, houve acordo e, sobre outros, ainda existem divergências”, afirmou Seyed Abbas Araghchi.

A próxima etapa das negociações – a oitava deste ano – está prevista para ocorrer em Viena na segunda-feira, 2 de março, com tom mais técnico do que político.

Nova rodada de negociações

Em Viena, as delegações devem discutir limites práticos ao enriquecimento de urânio, mecanismos de verificação e inspeção internacional, um possível cronograma para suspensão ou alívio de sanções e garantias de cumprimento por ambas as partes.

Na última terça-feira (24/2), o presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou as negociações de um acordo de paz com o Irã em discurso do Estado da União, no Capitólio, sinalizando a preferência por diplomacia, desde que o Irã se comprometa a encerrar o programa nuclear.

Dois dias depois, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reiterou que o país não construirá armas nucleares, citando que o líder supremo Ali Khamenei proibiu armas de destruição em massa, o que indica claramente que Teerã não desenvolverá tais armas.

A continuidade das negociações em Viena terá um caráter mais técnico, com foco em mecanismos de verificação, prazos e garantias de cumprimento por ambas as partes, em busca de um acordo duradouro.

Como você vê o andamento dessas negociações? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe o que você acredita ser o caminho mais eficaz para resolver essa tensão entre Estados.

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