Jason Miller, um dos conselheiros do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou as redes para atacar Lula após o brasileiro criticar a ação militar dos EUA contra a Venezuela no sábado (3/1).
Em publicação no X, Miller compartilhou uma reportagem sobre a crítica de Lula e proferiu, em tradução livre, a frase: “Vai se foder, Lula. Agora todos nós sabemos qual é a sua posição.”
Horas depois, Lula afirmou que os bombardeios no território venezuelano e a captura do presidente venezuelano ultrapassam uma linha inaceitável. Ele descreveu tais atos como uma afronta grave à soberania da Venezuela e um precedente perigoso para a região internacional. A defesa brasileira reiterou que atacar países, em violação do direito internacional, abre caminho para um mundo de violência e instabilidade.
Recentemente, Lula tem tentado se aproximar dos EUA, apesar das sanções impostas ao Brasil. A relação tem passado por ajustes: houve recuo de Trump em relação a sobretaxas e, também, em relação a medidas envolvendo o STF, como o ministro Alexandre de Moraes.
A Venezuela continua sendo um flanco sensível para o Brasil, tema explorado pela direita brasileira devido à proximidade de Lula com Maduro. O assunto ganhou ainda mais espaço após os acontecimentos na Venezuela.
Nos Estados Unidos, ataques ocorreram em várias regiões da Venezuela, com Trump alegando ter capturado Nicolás Maduro e Cilia Flores. Ele afirmou que Maduro seria encaminhado para Nova York para julgamento por narcoterrorismo e divulgou uma foto do líder venezuelano com olhos vendados, algemado e usando abafadores nos ouvidos, supostamente registrada a bordo do USS Iwo Jima. Em declaração na Flórida, Trump disse que a ofensiva foi motivada pelo petróleo na região e que haverá uma transição de poder sob administração americana.
Com a saída de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o comando. Em reunião do Conselho de Defesa, ela afirmou que a Venezuela não irá se render aos EUA.
Como você vê esse embate entre Brasil, EUA e Venezuela? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre os desdobramentos regionais.

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