Meta description: Transição do transporte público em Salvador envolve tarifa de R$ 5,90, subsídios, outorga onerosa e disputas entre prefeitura, estado e governo federal, com perspectivas para 2026.
Palavras-chave: transporte público Salvador; tarifa; subsídios; outorga onerosa; ACM Neto; Bruno Reis; sistema metroviário; ICMS; Lula; tarifa zero.
Há pelo menos dez anos, moradores soteropolitanos convivem com uma crise no sistema de transporte público. A concessão, regularizada por meio de outorga onerosa do então prefeito ACM Neto, trouxe tensões entre empresários e o poder público. A pandemia agravou o cenário, levando a prefeitura de Salvador a reassumir parte da concessão temporariamente e a realizar aportes para manter a tarifa subsidiada.
Desde o início da gestão de Bruno Reis, ele tem afirmado que o transporte público é o principal entrave das cidades, inclusive de Salvador. Nesta segunda-feira, a tarifa de ônibus passou a ser de R$ 5,90, conforme o Palácio Thomé de Souza, e o reajuste foi considerado menor que o observado em outras capitais. Ainda não há perspectiva de melhoria do serviço nem de que os reajustes parem.
O debate sobre subsídios não fica restrito aos municípios. Estados e governo federal têm se recusado a participar, empurrando a conta para o gestor municipal. No sistema metroviário, a integração é total, mas a tarifa do metrô é mais baixa; quando o usuário usa os dois serviços, a maior parte da tarifa recai sobre o metrô. O governo tem sinalizado manter e ampliar o subsídio para evitar dividendos nas urnas, sem renegociar os percentuais de tarifa nem oferecer benefícios equivalentes ao transporte rodoviário. Entre as alternativas, surge a ideia de reduzir o ICMS sobre combustíveis.
O governo de Lula sinalizou a hipótese de tarifa zero no transporte público, porém trata-se de uma agenda eleitoral para 2026 e dependeria da sua reeleição. Enquanto não avança essa medida, o transporte continua caro, com custo superior à renda de muita gente e perspectivas ainda mais desafiadoras, o que aponta o peso da conta para os mais pobres.
Como você enxerga o futuro do transporte público da sua cidade? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre tarifas, subsídios e qualidade do serviço.

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