Árvore que caiu no Ibirapuera pode ter tido raízes afetadas por ciclone

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Meta descrição: Queda de árvore de grande porte no Parque Ibirapuera, em São Paulo, deixa três feridos. Concessionária Urbia aponta como hipótese inicial danos no sistema radicular causados pelo ciclone extratropical de dezembro de 2025. Inventário de árvores do parque e novas avaliações em 2026 estão entre as medidas de prevenção.

Uma árvore de grande porte caiu no Parque Ibirapuera, em São Paulo, deixando três pessoas feridas na tarde de uma sexta-feira.

A Urbia, concessionária responsável pela gestão do parque, informou que a hipótese técnica preliminar é de que o sistema radicular tenha sido afetado pelo ciclone extratropical que atingiu a cidade em 10 de dezembro de 2025.

Segundo a empresa, a árvore era monitorada regularmente e não apresentava sinais visíveis de risco antes da queda. Em 2023, ela passou por exames que avaliaram a base do tronco, a madeira e as raízes, sem indicar comprometimento estrutural ou instabilidade.

A Urbia também destacou que a árvore havia mostrado, em 2025, florada intensa e considerada saudável, o que reforçava a avaliação de que estava em boas condições até então. A hipótese de alterações provocadas pelo ciclone ocorrendo de forma subterrânea dificulta a identificação prévia do risco.

Em abril de 2024, a concessionária concluiu um inventário completo das árvores do parque, com mais de 15 mil indivíduos catalogados, utilizado para acompanhar a saúde arbórea e antecipar problemas de forma preventiva.

Em relação às vítimas, a mulher de 57 anos teve traumismo craniano e lesão no ombro, foi socorrida de helicóptero pela Polícia Militar e encaminhada ao Hospital São Paulo. As demais feridas foram leves e tratadas no local.

A Urbia informou que prevê, para 2026, uma nova rodada de avaliações de campo aprofundadas, que complementarão o inventário e fortalecerão os protocolos de prevenção, segurança e manejo arbóreo do parque.

O episódio evidencia que eventos climáticos extremos podem impactar árvores de forma indireta, por meio de danos subterrâneos nas raízes, mesmo quando a planta aparenta condições saudáveis. A prefeitura e a concessionária continuam monitorando o caso e revisando estratégias de prevenção.

E você, já presenciou situações em que fatores climáticos alteraram o ambiente urbano? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como acha que parques podem melhorar a prevenção de quedas de árvores.

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