Líderanças bolsonaristas já articulam usar a relação entre Lula e Nicolás Maduro como alavanca para desgastar o petista nas eleições de 2026, apontando para supostas afinidades entre o presidente brasileiro e o ditador venezuelano. A estratégia depende, entre outros fatores, da atuação do TSE, com a expectativa de que a presidência ficará com o ministro Nunes Marques e a vice com André Mendonça, dois indicados por Jair Bolsonaro, o que pode influenciar decisões sobre propagandas e temas sensíveis.
Dentro do PL, partido que deve ter Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência, há avaliações de que a associação de Lula a Maduro prejudicaria o petista. A prisão de Maduro, explicam, tende a intensificar a rejeição a Lula entre eleitores que acompanham a pauta externa.
Apesar disso, bolsonaristas reconhecem que o cenário internacional dificilmente será um dos temas centrais da campanha. Segurança pública e o custo de vida devem dominar os debates, enquanto a agenda externa fica em segundo plano para parte do eleitorado.
Do lado petista, aliados de Lula veem o uso de Maduro como arriscado, lembrando episódios anteriores. Assim como ocorreu quando Eduardo Bolsonaro defendeu sanções aos EUA contra o Brasil, a estratégia pode terminar fortalecendo a posição de Lula. Ainda, alguns próximos a Flávio Bolsonaro sinalizam a necessidade de baixar o tom para não soar anti-soberania nacional caso a retórica se enverede por um conflito externo.


Em síntese, a pauta entre Lula e Maduro aparece como arma de confronto político, mas seu impacto depende de fatores institucionais e do tom que a campanha escolher. A análise aponta que o desempenho de cada lado pode ser sensível a como o tema é explorado pela oposição e interpretado pelo eleitorado.
E você, qual a sua leitura sobre o uso de relações internacionais na campanha eleitoral? O que acha que pesa mais na mente do eleitor entre segurança pública, economia e política externa? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo e participe da discussão.

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