Meta descrição: Manifestantes em São Paulo pediram a libertação de Nicolás Maduro em ato em frente ao Consulado dos EUA, apoiando a Venezuela e criticando intervenção norte-americana. O texto também aborda a reação da ONU, a posse interina de Delcy Rodríguez e as falas de líderes sindicais e estudantis.
Sindicatos e movimentos sociais realizaram, na tarde desta segunda-feira (5), uma manifestação em frente ao Consulado dos Estados Unidos, em São Paulo, para cobrar a libertação de Nicolás Maduro. O ato teve como objetivo defender a autonomia da Venezuela, a busca pela paz e a solidariedade ao governo e ao povo venezuelanos.
Entre os participantes, a estudante Bianca Mondeja, da USP e ligada à UNE, afirmou que a mobilização também visa denunciar o imperialismo e defender a autodeterminação dos povos, independentemente de quem esteja no poder.
O MST foi representado por Gilmar Mauro, que pediu a libertação imediata de Maduro e destacou a presença de cerca de 60 membros do movimento na Venezuela, ressaltando a percepção de retomada das mobilizações populares no país.
A professora Luana Bife, da CUT, classificou a atuação dos Estados Unidos contra a Venezuela como uma ingerência que desestabiliza o aspecto social e econômico do país, defendendo sempre a autodeterminação dos povos.
Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela nesta segunda-feira (5). Ela, que era vice-presidente, pediu a libertação imediata de Maduro, condenado a ser o único presidente da Venezuela, e afirmou a legitimidade de sua posse por 90 dias, reconhecida pelo Exército e pela Assembleia Nacional.
No âmbito internacional, o Conselho de Segurança das Nações Unidas analisou a ação militar dos Estados Unidos. China e Rússia condenaram o ataque e exigiram a libertação de Maduro e de sua esposa, enquanto o representante dos EUA na ONU, Michael Waltz, negou que haja guerra ou ocupação, afirmando que a ação teve base jurídica. O embaixador brasileiro Sérgio França Danese lembrou, durante a sessão, que a paz na América do Sul está em risco.
Maduro, por sua vez, negou as acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas, classificando-se como prisioneiro de guerra em um processo que considera injusto. Ele afirmou ser inocente e manteve a defesa de sua legitimidade, mesmo diante do que chamou de intervenção externa.
O episódio evidencia a tensão regional envolvendo Venezuela e EUA, com setores da sociedade civil apoiando Maduro e pedindo autodeterminação, enquanto a comunidade internacional discute os impactos de uma intervenção militar na região.
Convidamos você a compartilhar sua leitura sobre o tema: qual o seu olhar sobre a libertação de Maduro, a atuação internacional na Venezuela e o papel da autodeterminação dos povos na região?

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