Petro reage às ameaças dos EUA e Maduro é capturado, segundo Trump
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reagiu às ameaças de ataque militar dos Estados Unidos, dizendo que, em caso de bombardeio, os camponeses podem se tornar milhares de guerrilheiros nas montanhas. A declaração foi feita na noite de domingo, 4 de janeiro, um dia após o ataque norte-americano contra a Venezuela, e sinaliza a postura firme de Bogotá diante da escalada regional.
No mesmo contexto, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, deixou no ar a possibilidade de uma operação militar na Colômbia. Em tom contundente, ele afirmou que “a Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”.
Em resposta, Petro usou as redes sociais para pedir que Trump pare de difamá-lo, dizendo: “Não sou ilegítimo e não sou narcotraficante”. O líder colombiano acrescentou que, se os EUA atacarem a Colômbia, ele voltará a pegar em armas pela pátria.
Petro também afirmou que a defesa passa pela tomada de poder em todos os municípios do país. “A ordem à força pública não é atirar contra o povo, mas contra o invasor”, destacou, sinalizando a intenção de mobilizar a população para enfrentar a crise.
Ataque na Venezuela: no último sábado, 3 de janeiro, os EUA atacaram várias regiões venezuelanas. Trump confirmou a captura do presidente Nicolás Maduro e da esposa dele, Cilia Flores, apontados como membros de um grupo ligado ao Cartel de los Soles, classificado pelos EUA como organização terrorista internacional. Maduro permanece sob custódia, sob investigação nos EUA, enquanto aguarda julgamento por narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.
Maduro está preso no Centro de Detenção Metropolitana de Brooklyn, em Nova York, onde aguardará julgamento. A ação ocorre em meio a tensões entre Colômbia, Venezuela e Estados Unidos, elevando o temor de desdobramentos regionais.
Petro reforçou que a defesa do país passa por “tomar o poder em todos os municípios do país” e que, se o presidente for preso, o povo ficará atento e poderá reagir. A posição dele coloca a mobilização popular como componente central da resistência frente ao que chama de invasão externa.
E você, o que pensa sobre esses desdobramentos na Colômbia e na Venezuela? Deixe sua opinião nos comentários e participe do debate sobre as consequências regionais dessas ações.

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