Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, está detido em uma penitenciária federal no Brooklyn, nos EUA. O local, chamado de Centro de Detenção Metropolitana (MDC), é descrito como precário, violento e difícil de aceitar, abrigando hoje mais de 1,3 mil detentos — incluindo nomes conhecidos que já passaram pela prisão.
O MDC foi construído na década de 1990 e fica em Brooklyn, a poucos metros do porto de Nova York e a cerca de cinco quilômetros de pontos turísticos como a Quinta Avenida e o Central Park. O complexo foi criado para reduzir a superlotação, recebendo sobretudo detentos provisórios, mas também pessoas já condenadas a penas curtas.
A unidade oferece espaços para esportes ao ar livre, unidade de saúde, consultório odontológico e até uma biblioteca. No entanto, relatos indicam celas estreitas e confinamento diário para muitos presos, com reforço recente na segurança externa por parte das autoridades.
A vida no MDC é marcada pela violência e pela falta de pessoal. Em 2024, apenas 55% do quadro de funcionários estava ativo, e houve pelo menos três mortes por stabbed dentro da unidade, além de diversos outros episódios de violência e ferimentos. O complexo também figura no centro de escândalos de corrupção envolvendo o sistema prisional.
Entre os presos famosos que já passaram pelo MDC estão nomes como o rapper R. Kelly, Sean “Diddy” Combs e, no exterior, o ex-presidente da Honduras Juan Orlando Hernández, o ex-secretário de Segurança Pública do México Genaro García Luna e o narcotraficante Joaquín “El Chapo” Guzmán. A lista mostra que o MDC costuma receber figuras de alta notoriedade, o que alimenta debates sobre o tratamento de presos influentes.
O MDC e o caso Fifagate — A prisão de Maduro acontece num contexto em que o MDC já foi ligado a ações do Fifagate, operação deflagrada pelo FBI que revelou um esquema global de corrupção envolvendo dirigentes da Fifa, Conmebol, Consar e empresas de marketing esportivo. Em 2015, sete dirigentes da Fifa foram presos em Zurique, na Suíça; o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, foi condenado a anos de prisão por crimes que incluíam fraude e lavagem de dinheiro, com recursos apreendidos e multas significativas.
Marin foi banido de atividades ligadas ao futebol, chegou a cumprir prisão domiciliar e, em dezembro de 2017, recebeu uma pena de quatro anos de prisão em Nova York, multa de US$ 1,2 milhão e restituição de cerca de US$ 3,3 milhões obtidos ilegalmente. O caso também envolveu devoluções a entidades como FIFA e Conmebol, somando outras obrigações financeiras.
Durante a pandemia, Marin teve liberdade por razões humanitárias, retornou ao Brasil e, em 2023, sofreu um acidente vascular cerebral. Ele faleceu em julho de 2025, aos 93 anos. Enquanto isso, o MDC segue sob escrutínio por condições de segurança, alto nível de violência interna e indícios de corrupção, mantendo a reputação de receber presos de grande destaque.
Além disso, o MDC já abrigou casos de dignatários e criminosos de peso internacional, como o ex-presidente de Honduras e outras figuras históricas do crime organizado, revelando o impacto da unidade na política criminal e na reputação do sistema prisional estadunidense.
Como pensar o futuro do MDC e das prisões federais em grandes cidades diante de denúncias de violência, falta de funcionários e contrabando é algo que interessa à sociedade. Queremos saber a sua opinião: você acredita que esse modelo de detenção atende às necessidades de segurança pública sem abrir mão de condições humanas básicas? Deixe seu comentário e participe da discussão.

Facebook Comments