Juíza que ganhou R$ 128 mil em um mês diz que teve fala sobre penduricalhos ‘distorcida’

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A manifestação da juíza Cláudia Márcia de Carvalho Soares, aposentada do Tribunal Regional do Trabalho e presidenta da Associação Brasileira de Magistrados de Trabalho (ABMT), ganhou enorme repercussão após sua fala em sessão plenária do STF sobre os penduricalhos na magistratura. A defesa abriu o debate em meio a críticas nas redes sociais que acompanharam o tema.

A discussão ocorreu no âmbito do STF, ao julgar a liminar do ministro Flávio Dino, que pode pôr fim ao “Império dos Penduricalhos”. Na sessão, seis advogados defenderam holerites que ultrapassam o teto constitucional, ressaltando a relevância do tema para o funcionalismo, especialmente no Judiciário.

Cláudia Márcia afirmou que as situações apresentadas sobre a necessidade de magistrados de primeiro grau pagarem tudo do próprio bolso tiveram finalidade didática e, quando isoladas, geraram uma leitura distorcida do debate institucional. Ela ressaltou que a divulgação de valores mensais isolados não reflete a remuneração real.

Em dezembro de 2025, a juíza recebeu R$ 128.218,12 líquido, acumulando salário de R$ 42.749,56, R$ 46.366,19 em indenizações e R$ 39.102,37 em direitos eventuais. Segundo ela, esse montante foi apresentado como remuneração regular, o que não corresponde à realidade.

Para a magistrada, os argumentos ressaltados sobre ganhos elevados refletem uma discussão maior: “os últimos tempos não foram de gloria, mas de preocupação” para a magistratura. Ela defendeu que a avaliação remuneratória precisa considerar as condições institucionais distintas entre magistrados de diferentes níveis e não se reduzir a casos pontuais.

Cláudia enfatizou que a defesa de seus proventos foi técnica e associativa, defendendo uma modelagem remuneratória séria e coerente com a função pública. Ela reiterou que não se discutiam benefícios pessoais, mas a coerência do sistema como um todo.

As informações foram veiculadas pelo Estadão Conteúdo, destacando o impacto da fala e as críticas recebidas nas redes. A matéria reforça a complexidade da remuneração de magistrados e a necessidade de uma visão estruturada sobre o tema.

Convido você a deixar sua opinião nos comentários: você concorda com a crítica aos penduricalhos na magistratura? Quais procedimentos ou mudanças você acha mais importantes para tornar a remuneração pública mais transparente e justa?

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Mounjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta, da Polícia Civil de São Paulo, mira um suposto esquema de importação irregular e venda de tirzepatida — conhecida como...

Lava Jato: executivos são condenados a até 14 anos de prisão por fraude em licitações

A Justiça Federal no Paraná condenou seis executivos e operadores financeiros envolvidos em contratos fraudados com a Petrobras, em uma etapa remanescente da...

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Monjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta investiga a venda de Monjaro paraguaio e resultou na apreensão de 22 ampolas de tirzepatida, além de celulares, seringas, embalagens...