O Trem de Aragua, maior grupo criminoso venezuelano, atua em seis estados do Brasil, com a maior concentração em Roraima, estado que faz fronteira com a Venezuela e que tem sido passagem de refugiados nos últimos anos.
Segundo a Polícia Civil de Roraima, há membros diplomáticos da facção em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nos estados de São Paulo e no Rio de Janeiro, traficantes venezuelanos formaram alianças com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e com o Comando Vermelho (CV).
A facção foi citada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que associou suposto envolvimento do líder venezuelano Nicolás Maduro com o grupo. Esse foi um dos argumentos indicados pelos EUA para prender Maduro e a esposa, Cilia Flores, no último sábado (03).
A acusação norte-americana aponta que Maduro, por mais de vinte anos, lideraria uma estrutura criminosa instalada no alto escalão do Estado venezuelano. Os EUA indicaram ainda que instituições públicas, forças de segurança, aeroportos, portos e canais diplomáticos facilitavam o envio de toneladas de cocaína aos EUA.
“Maduro enviou gangues, assassinas e selvagens, incluindo a Sangrenta Gangue de Trem de Aragua, para aterrissar comunidades americanas em todo o país. Eles fizeram isso, ele fez isso. Tomavam complexos de apartamento, cortavam dedos de pessoas que ligavam para a polícia, foram brutais. Eles não serão mais brutais agora”, disse Trump na época.
A narrativa mostra como organizações criminosas transnacionais ligam-se a estruturas estatais para ampliar o alcance do crime, com impactos para a segurança regional e a cooperação entre países.
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