O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recolocou a Groenlândia como prioridade de segurança nacional para Washington. A Casa Branca confirmou nesta terça-feira (6/1) que Trump e seus assessores discutem caminhos para alcançar esse objetivo, incluindo a possibilidade de usar as Forças Armadas. As informações foram divulgadas pela Casa Branca em resposta a perguntas de uma agência britânica de notícias.
No sábado, Katie Miller, esposa do vice?chefe de gabinete da Casa Branca, publicou uma imagem da Groenlândia coberta pela bandeira dos EUA, reacendendo o debate sobre o tema.
A Groenlândia ocupa posição estratégica no Ártico, região cada vez mais disputada por potências globais. Os EUA já mantêm uma base militar na ilha, dedicada à defesa antimísseis e ao monitoramento de ameaças vindas do hemisfério norte. Com o recuo do gelo, rotas marítimas antes inacessíveis ganham relevância, transformando o Ártico em corredor comercial e militar entre o Atlântico e o Polo Norte.
Além disso, a ilha abriga grandes reservas de minerais de terras raras, vitais para tecnologias modernas, como baterias e veículos elétricos, um mercado hoje dominado pela China. Estudos apontam ainda potencial para petróleo e gás na plataforma continental da Groenlândia.
Quanto à viabilidade legal, mesmo com a possibilidade declarada de evitar confrontos militares, qualquer anexação enfrentaria obstáculos políticos e legais relevantes. A Groenlândia opera com autonomia desde 1979 e, desde 2009, tem direito a referendos sobre independência. A política externa e a defesa permanecem sob a responsabilidade de Copenhague, e a economia local depende fortemente de subsídios dinamarqueses, o que complica qualquer mudança de domínio.
Como o cenário pode evoluir depende de fatores estratégicos, diplomáticos e econômicos, com o Ártico ganhando cada vez mais importância para Washington e para as nações da região. Qual é a sua leitura sobre o assunto? Deixe sua opinião nos comentários.

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