Após a desistência de Fortaleza e Real Brasília do Brasileirão Feminino de 2026, o Vitória surge como um dos principais candidatos a ficar com a vaga na Série A1, ao lado do Mixto-MT, segundo o critério de desempenho recente utilizado pela CBF. A definição oficial deve sair nos próximos dias.
Sem previsão de substituição automática em casos de abandono conforme o regulamento, a CBF optou por considerar as campanhas mais recentes no sistema nacional. Nesse cenário, o Vitória terminou em quinta posição entre as equipes elegíveis, enquanto o Mixto-MT ficou em sexto, e a decisão final deve ser anunciada em breve.
Em entrevista coletiva na última segunda-feira (5), o presidente do Vitória, Fábio Mota, lembrou que a viabilidade financeira é central para a participação na Série A. “Primeiramente, temos que viabilizar a questão financeira. Quando soubemos da notícia, criamos uma campanha de futebol feminino na Série A, que é mais cara que a Série B. Por isso estamos conversando com a Fatal Model para ela continuar conosco no Feminino”, declarou Mota.
Segundo o dirigente, a discussão sobre o futebol feminino precisa ir além do desempenho em campo. É necessário envolver patrocinadores, sociedade civil, a CBF e federações, porque o feminino fica para trás por falta de recursos. “O feminino é bancado pelos recursos do futebol masculino e isso não é o ideal”, afirmou.
Caso a CBF confirme a inclusão das novas equipes, o Brasileirão Feminino Série A1 de 2026 contará com 18 clubes, entre eles Corinthians, Palmeiras, Flamengo, São Paulo, Bahia e, possivelmente, o Vitória, que vem passando por um processo recente de reconstrução da modalidade dentro do clube.
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