Meta descrição: moradores da localidade Warao Coromoto, venezuelanos indígenas, vivem em Brasília desde 2018 e enfrentam a incerteza gerada pela instabilidade na Venezuela após o ataque dos EUA; eles solicitam paz, melhores condições de vida no Brasil e novas eleições na Venezuela.
Na localidade Warao Coromoto, na região do Café sem Troco, Paranoá, DF, vivem 124 indígenas venezuelanos, incluindo 42 crianças. Eles migraram para a capital em 2018 para fugir da fome, da doença e do desemprego na Venezuela. Com o agravamento da crise, a distância entre famílias no Brasil e parentes na Venezuela aumenta a angústia. O ataque norte?americano reacende o temor de novos desdobramentos financeiros e políticos no país vizinho.
Nossos familiares nos ligaram na mesma hora do ataque, contou o cacique Costantino Zapata, de 39 anos. Ele descreve o nervosismo entre quem ficou, preocupado com a possibilidade de atingir locais próximos aos familiares. A comunidade não deseja guerra e teme que um conflito agrave ainda mais os problemas sociais na Venezuela, incluindo mortes e fome. “Queremos paz na Venezuela, como nos demais países”, afirmou Zapata.
Também há preocupação entre Wilfredo Zanbrano Borges, 32, monitor de educação da Escola Classe Café sem Troco. “Não queremos guerra”, disse, lembrando a ligação com parentes após o ataque. Ele deseja que os familiares venham para o Brasil, para se aproximarem em tempos de instabilidade.
Apesar de tentar fugir do conflito, os moradores defendem uma democracia real na Venezuela. Zapata e Wilfredo não planejam retornar ao país natal, mas desejam dias mais estáveis, com melhores condições de vida e oportunidades de emprego para o povo venezuelano. O futuro venezuelano continua incerto, com dúvidas sobre o próximo governo e o caminho a seguir.
- Na madrugada de 3 de janeiro de 2025, forças especiais dos Estados Unidos invadiram o território venezuelano e prenderam o ditador Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores.
- Sob o comando do presidente Donald Trump, Maduro foi acusado de liderar uma organização criminosa de narcotráfico, o Cartel de Los Soles.
- Maduro e a esposa teriam sido levados aos Estados Unidos em um navio e aguardam julgamento em tribunal americano.
- Apesar de acusações no Tribunal de Haia, Trump determinou que Maduro seria julgado pelas leis dos EUA, segundo as informações divulgadas.
- Durante a audiência de custódia, Maduro negou as acusações; dias depois, as denúncias teriam sido retificadas.
- Nesta terça-feira, o representante dos EUA na OEA afirmou que a prisão de Maduro visou retirar um conspirador do poder.
- Nicolás Maduro governou a Venezuela por quase 13 anos, sendo apontado por fraudes eleitorais para se manter no poder; com a prisão, a vice?presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente a presidência, o que recebeu resistência da população venezuelana que cobra novas eleições.
- Donald Trump afirmou que os EUA permanecerão no comando da Venezuela até que haja uma nova eleição.
Veja:
Incerteza e fome
As famílias que ficaram na Venezuela vivem um momento de incerteza e muitas enfrentam a fome, enquanto o Brasil oferece apoio por meio de programas como Bolsa Família, Prato Cheio e acesso à saúde pública. As crianças seguem na escola, mas os adultos precisam de aulas de português. As moradias são de barracas que ajudam no frio e na chuva, porém são desconfortáveis no calor, com demanda por melhores banheiros, cozinha e alimentação.
Segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR/UNHCR), através do programa de interiorização do governo brasileiro, o Distrito Federal abriga 3.857 venezuelanos interiorizados, dos quais 195 são indígenas.
Essa situação reforça a busca por soluções estáveis: mais assistência humanitária, condições de vida dignas e oportunidades de vida para os moradores venezuelanos que migraram para o Brasil buscando refúgio.
Ao acompanhar o que acontece, a população local continua pedindo diálogo, paz e respeito às opções democráticas. O desfecho da crise venezuelana terá impacto direto sobre famílias que já enfrentam deslocamento e dificuldades de integração no Brasil.
E você, o que acha que deve mudar para melhorar a vida dos venezuelanos que vivem no Brasil e para a própria Venezuela? Deixe seu comentário com opiniões e perguntas — sua voz é importante para ampliar a discussão responsável e sensível a quem busca oportunidades em tempos difíceis.

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