Agricultores protestam na Alemanha e na França contra acordo UE–Mercosul

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Agri-ativistas na Alemanha e na França realizaram mobilizações nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, para pressionar governos europeus contra o acordo de livre comércio UE-Mercosul. Os protestos combinaram bloqueios de rodovias, uso de tratores e interrupções no trânsito, em preparação para a votação prevista em Bruxelas.

Na Alemanha, agricultores fecharam trechos de rodovias perto de Berlim, como as vias A19, A20 e B96. Em Mecklêmburgo-Pomerânia Ocidental as ações foram mais dispersas, sem paralisação total do tráfego, conforme a rede NDR. Os atos foram organizados pela Associação de Agricultores de Brandemburgo e pelo movimento “O campo conecta”, que defendem menos carga tributária, maior proteção ao mercado doméstico e estímulo ao abastecimento regional. Em caso de aprovação do acordo, os manifestantes ameaçam até mesmo pressionar pela saída da Alemanha do pacto.

Na França, agricultores bloquearam estradas que levam a Paris e áreas próximas a pontos turísticos, como a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo, causando longos congestionamentos na região. Tratores ocuparam vias importantes, incluindo a A13, ampliando a pressão sobre o governo de Emmanuel Macron. Os sindicatos afirmam que o acordo pode inundar o mercado europeu com alimentos mais baratos e cobram respostas para demandas internas, como a política de combate a doenças no gado e a vacinação de rebanhos, criticando a estratégia de abate adotada pelo governo.

O governo francês tem sido um dos principais opositores ao tratado dentro da UE, enquanto a Comissão Europeia tenta contornar resistências oferecendo recursos adicionais no próximo orçamento agrícola e ajustando tarifas de importação de insumos. A votação entre os Estados-membros está prevista para esta sexta-feira, com o apoio de países como Itália e Espanha que, se confirmados, podem viabilizar a aprovação independentemente da posição francesa.

Durante as mobilizações, autoridades francesas orientaram a polícia a evitar confrontos, destacando que os agricultores “não são inimigos”. As ações refletem a pressão interna sobre o governo para resolver questões de competitividade agrícola, saúde animal e estratégias de abastecimento regional, em meio a um debate que interessa a toda a União Europeia.

E você, o que acha sobre o UE-Mercosul e seu impacto para os produtores europeus? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o futuro da agricultura na Europa.

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