Um suposto caso de estupro em Cocalzinho de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, ganhou uma reviravolta após a mãe da vítima registrar boletim de ocorrência alegando que a filha de 13 anos havia sido vítima de violência sexual.
O inquérito, cuja conclusão foi anunciada nesta segunda-feira (6/1), aponta que a adolescente afirmou ter se envolvido com uma idosa de 88 anos após chegar em casa da escola. Segundo o delegado Christian Zilmon, o filho dessa idosa, um homem de 46 anos, teria segurado a menina, tampado a boca e praticado o suposto estupro, que, de acordo com a jovem, ocorreu em dezembro. Ela, porém, teria fugido pulando o muro da residência.
Após o registro, a Polícia Civil levou a garota para exame de corpo de delito. Antes de chegarem ao local, o suspeito fugiu ao ver fotos circulando nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, temendo represálias. No dia seguinte, os exames periciais não indicaram conjunção carnal.
Imagens de câmeras de segurança de uma residência vizinha tiveram papel decisivo. O vídeo mostra a menina em frente a uma casa, olhando para dentro do imóvel; segundos depois, um homem aparece na residência ao lado. A adolescente sai, vai a outra casa vizinha, entra e sai rapidamente — sem qualquer sinal de violência.
A Polícia Civil acionou o Conselho Tutelar, que ouviu a garota, a qual confessou ter inventado a história sem revelar o motivo. Na delegacia, a idosa e o filho confirmaram ter ouvido a menina pular o muro, mas, ao se aproximarem, ela fugiu sem explicar o que pretendia.
A Polícia Civil investiga se a adolescente tentou entrar na residência para cometer algum delito. O inquérito por estupro foi arquivado, e agora a polícia apura se houve crime de ato infracional análogo à denúncia caluniosa.
Este caso evidencia como boatos podem acionar investigações pesadas e levar a decisões antes de provas conclusivas. E você, o que pensa sobre essa história? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

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