Em entrevista exclusiva ao El País, o presidente colombiano Gustavo Petro afirmou que temeu ser capturado pelos EUA, assim como Nicolás Maduro, após o sequestro do líder venezuelano no fim de semana anterior. Ele disse que a conversa telefônica com o presidente dos EUA, Donald Trump, ocorrida na quarta-feira (7), pode ter amenizado a tensão entre as duas nações. Nicolás Maduro ou qualquer presidente do mundo pode ser tirado do poder se não se alinhasse com certos interesses, explicou.
Petro revelou que a ligação com Trump tratou do que, na visão dele, poderia ocorrer: Trump lhe disse que os EUA já planejam ações contra a Colômbia. A mensagem, segundo o presidente, era de que já estavam preparando algo—uma eventual operação militar. Mesmo assim, ele admite que pode estar enganado, e que a conversa ajudou a acalmar tensões entre as nações.
Apesar do medo, Petro afirmou que não reforçou a segurança interna. Ele frisou que a Colômbia não dispõe de defesa aérea; os confrontos são internos e a defesa repousa no povo. A defesa popular é o que temos, disse, ao reforçar a necessidade de unidade dentro do país.
Sobre a Venezuela, Maduro foi substituído pela vice Delcy Rodríguez, que enfrenta pressão interna e externa. Petro disse ter conversado com a presidente colombiana, considerada amiga, e defendeu que sua posição não difere muito da dos EUA, mas não pode ser imposta de fora. A ideia de uma transição para eleições livres, com governo compartilhado, deveria emergir do diálogo venezuelano, com os EUA atuando como facilitadores junto à região latino-americana. Além disso, alertou que, se o povo estiver dividido, pode ocorrer colonização externa.
Como você enxerga o papel da Colômbia, dos EUA e da América Latina diante dessa dinâmica regional? Deixe sua opinião nos comentários.

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