Segurança pública é apontada como o principal problema de Salvador, com 72% da população considerando-a prioridade. A leitura faz parte da pesquisa Viver nas Cidades, da Ipsos/Ipec em 2024, divulgada no fim do último mês.
O estudo, que abrange 10 capitais e ouviu 300 moradores de Salvador, coloca a cidade em segundo lugar no ranking de preocupações com a segurança (72%), ficando atrás apenas do Rio de Janeiro (79%). A saúde aparece como segunda pauta mais citada, com 6% dos entrevistados.
Além disso, 85% dos entrevistados dizem que a segurança está entre as três principais questões da cidade. A saúde é citada como segundo tema com menor peso (6%), conforme o levantamento.
A violência em Salvador é tema central para o debate público. Segundo o professor Luciano Pontes, a escalada da violência altera hábitos e rotina, e os dados do Anuário de Segurança Pública de 2025 apontam Salvador como a capital mais violenta do país.
O especialista lembra que os efeitos incluem perda de entes queridos, redução de saídas à noite e mudanças no comportamento da população.
A fiscalização federal e estadual reconhece o peso do tema, que envolve todas as esferas de poder e deve ganhar notoriedade nas próximas eleições.
A Bahia afirma investimentos de aproximadamente R$ 1,2 bilhão nos últimos três anos nas Polícias Militar, Civil, Técnica e no Corpo de Bombeiros, o que, segundo o governo, ajudou a reduzir mortes violentas no estado.
Em 2025, a Polícia Civil registrou o menor número de crimes graves contra a vida nos últimos 25 anos em Salvador, conforme a SSP.
Em relação ao enfrentamento ao crime organizado, a SSP destaca foco de ações com cerca de 500 operações deflagradas apenas em 2025, contra tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro, mortes violentas e corrupção de menores.
A pesquisa ouviu 300 moradores de Salvador com 16 anos ou mais, por meio de entrevistas online, com 95% de confiança e margem de erro de aproximadamente 6 pontos percentuais. Os dados foram coletados entre 2 e 27 de dezembro de 2024 e divulgados em dezembro de 2025.
E com esse cenário em foco, qual é a sua leitura sobre a segurança pública e as políticas que devem pautar as próximas eleições? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião.

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