Irã completa 48 horas sem internet após bloqueio nacional em meio a fortes protestos no país

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Irã enfrenta apagão de internet e repressão aumenta, com dezenas de mortos entre protestos

O Irã completou 48 horas sem internet, com o bloqueio ainda ativo em todo o país, segundo a organização de vigilância NetBlocks. A telemetria aponta que o tráfego online caiu para cerca de 1% do normal desde 8 de janeiro de 2026.

Moradores de Teerã relataram que, além da internet, os serviços de telefonia celular também ficaram indisponíveis. Alguns disseram ter conseguido comunicação com o exterior por meio de terminais Starlink contrabandeados ou sinais de países vizinhos. Alp Toker, diretor da NetBlocks, disse que o bloqueio é estratégia comum do regime em momentos de repressão.

A HRANA, organização de direitos humanos, informou que ao menos 65 pessoas morreram e mais de 2.300 foram presas desde o início das manifestações, com relatos de dezenas de mortes de manifestantes em cidades como Shiraz, Qom e Hamedan.

No sábado, a Guarda Revolucionária descreveu a proteção da segurança nacional como uma linha vermelha e afirmou que as forças vão proteger a propriedade pública diante do agravamento dos protestos, considerados os mais amplos dos últimos anos.

Nos EUA, o presidente Donald Trump emitiu um alerta aos líderes iranianos na sexta-feira, e, no sábado, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que os Estados Unidos apoiam o bravo povo do Irã.

As manifestações continuaram durante a noite. A mídia estatal informou que um prédio municipal foi incendiado em Karaj, a oeste de Teerã, e exibiu imagens de funerais de integrantes das forças de segurança em Shiraz, Qom e Hamedan.

As manifestações começaram há cerca de duas semanas, motivadas pela inflação, mas rapidamente assumiram contorno político, com pedidos pelo fim do regime islâmico. As autoridades iranianas acusam Estados Unidos e Israel de estimular os distúrbios.

Como leitor, qual é a sua visão sobre esse desdobramento e o papel de atores internacionais? Comente abaixo e compartilhe suas opiniões sobre o impacto dessas ações na vida das pessoas na região.

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