Israel e os Estados Unidos bombardearam o centro de Teerã nesta terça-feira, em um quarto dia de guerra que não indica trégua. O Irã intensificou a retaliação, afirmando que pode mirar todos os centros econômicos do Oriente Médio. Com a escalada, o preço do petróleo subiu e já gira em torno de 85 dólares por barril, com previsões de chegar a 200 dólares ante a piora do conflito.
Segundo a agência Tasnim, caças bombardeiros atingiram o edifício da instituição responsável por eleger o líder supremo que sucederá o aiatolá, morto no início da guerra. Além disso, ataques atingiram a sede da Presidência iraniana, gabinetes do Conselho Supremo de Segurança Nacional na capital, instalações de produção de mísseis balísticos e uma instalação nuclear subterrânea, entre outros alvos estratégicos.
As ações se propagaram para o Golfo, com ataques sobre as monarquias petrolíferas que provocaram retenção de dezenas de milhares de viajantes e paralisaram o Estreito de Ormuz, elevando os preços do petróleo e do gás. O Crescente Vermelho local já aponta mais de 780 mortos no território iraniano, conforme a escalada prossegue. Na madrugada, o Irã anunciou que pretende ampliar o peso das suas operações na região.
No front diplomático, o Irã pediu que a Europa se mantenha à margem do conflito, enquanto Alemanha, França e Reino Unido sinalizaram estar dispostos a ações defensivas para destruir capacidades militares iranianas. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os bombardeios visaram possíveis sucessores do líder iraniano e, em outro momento, pediu que manifestantes aguardassem a estabilização da situação. O chanceler turco, Hakan Fidan, alertou para riscos regionais com qualquer mudança de regime. O Irã negou qualquer ameaça prévia, afirmando que não houve agressões iranianas, e disse que, se necessário, a Marinha dos EUA poderá escoltar navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz para evitar interrupções no comércio global.
A escalada também aponta para impactos econômicos globais, com o petróleo impulsionando custos energéticos e afetando mercados internacionais. Como você interpreta esse desdobramento no Oriente Médio e seus reflexos na economia mundial? Compartilhe sua leitura nos comentários e participe da discussão sobre o futuro da região.
