O ano de 2026 marca a virada na carreira de Rafinha RSQ, que decide seguir como artista com o próprio nome. O produtor musical e compositor de hits da música brasileira resolveu dar voz ao garoto de oito anos que começou na música em uma banda, mantendo vivo o sonho após mais de uma década nos bastidores.
“Eu sempre sonhei com isso desde molequinho… vou passar dez anos produzindo e compondo para todo mundo, criar uma fanbase bacana e, depois disso, me produzir como artista. E o momento chegou agora”, ele revela durante entrevista ao Bahia Notícias.
Cidadão soteropolitano reconhecido pela Câmara de Salvador, Rafinha nasceu em Campo dos Goytacazes, no Rio, e vive em Salvador há 15 anos. Embora seja natural do Rio, ele mantém uma forte ligação com a música baiana, moldando sua identidade ao misturar pagodinho com o pagodão.
“Eu vim para Salvador e moro aqui há 15 anos. Sou do mundo, já percorri países e o Brasil com o Léo na época do Parangolé. Fui pegando a cultura de cada lugar, mas minha vibe é totalmente Salvador, Bahia. Minha música é essa mistura do pagodinho com o pagodão.”

O samba chegou à vida dele via o avô, e o pagode baiano ganhou espaço quando decidiu levar a música para o lado profissional: “Ele fazia parte dos pagodes de Xerém, com Zeca Pagodinho, meus tios cresceram nesse meio e eu cresci com o samba no coração. Só que depois conheci o pagodão e meu coração ficou dividido: precisei juntar as duas coisas.”
Além disso, o projeto “Resenha do Rafinha” surgiu como uma brincadeira que foi crescendo. O cantor explica que a ideia virou a primeira label de Rafinha: “A Resenha do Rafinha surgiu literalmente da ideia de resenhar com meus amigos, uma parada de viver momentos que eu curto com quem gosto, independente da questão comercial.”
Ao falar sobre a cena musical, Rafinha afirma que a experiência como produtor e compositor ajudou a moldar seu conceito artístico. “Ser produtor ajuda 100% no meu conceito musical. Ter trabalhado com grandes artistas me ajudou muito nesta fase, porque vivi bastante nos bastidores e entendi o que quero fazer. Ainda assim, a minha história pode seguir caminhos diferentes, mas essa experiência não facilita, é muito valiosa.”
Para 2026, ele garante que não deixará de produzir nem de escrever para outros artistas, mas vai dedicar mais tempo a si mesmo. “Não vou parar de produzir, não vou parar de escrever para artistas. Vou seguir conciliando isso até Deus permitir”, afirma.
O cantor, produtor e compositor ressalta que, embora os planos sejam ambiciosos, o foco é fazer música que traga bem?estar e boas vibrações, independentemente do sucesso. “Eu quero estar feliz, fazer quem escutar minha música sentir boas vibrações”, completa.
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