A próxima semana deve trazer novidades na relação entre os Estados Unidos e a Venezuela, com a expectativa de flexibilizar sanções para facilitar a venda de petróleo venezuelano. O Tesouro americano, sob a condução de Scott Bessent, atua nas negociações para definir os próximos passos.
Desde a captura de Nicolás Maduro, em 3 de dezembro, o presidente Donald Trump afirma que os EUA devem supervisionar a Venezuela e administrar suas reservas de petróleo por, no mínimo, um ano. Em entrevistas, ele disse que “só o tempo dirá” até quando os EUA manterão esse controle.
Em entrevista publicada pelo The New York Times, Trump reiterou a posição de que o tempo dirá quando os EUA supervisionarão diretamente o país, sem esclarecer um prazo específico. A gestora interina do país, Delcy Rodríguez, assumiu após a posse, negando qualquer governo externo, segundo a própria declaração da região.
O governo Trump apresentou um plano de três etapas para a Venezuela, envolvendo estabilização, recuperação e transição. O objetivo é abrir o petróleo venezuelano a empresas petrolíferas dos EUA e evitar que o país mergulhe no caos, segundo o secretário de Estado Marco Rubio. Pouco antes, o Departamento de Energia havia suspenso parte das sanções para permitir o transporte e a venda do petróleo no mercado global. Além disso, Washington deve controlar por tempo indefinido a distribuição do petróleo aos mercados globais, mantendo os lucros sancionados sob contas do governo americano antes da distribuição.
Vale lembrar que, hoje, a Venezuela continua proibida de negociar com bancos internacionais e outros credores sem a autorização do governo americano.
Como você vê essa investigação de ações entre EUA e Venezuela e o papel do petróleo na conjuntura regional? Compartilhe suas opiniões nos comentários e participe da conversa sobre o futuro da relação entre as duas nações.

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