A freira Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante, conhecida como irmã Henriqueta, morreu no último sábado (10/1) após o carro em que viajava capotar na Rodovia Transamazônica. Ela voltava para João Pessoa (PB) depois de participar do casamento de um sobrinho em Campina Grande.
Presidente do Instituto de Direitos Humanos Dom José Luis Azcona, Henriqueta era reconhecida como símbolo do ativismo em defesa dos direitos humanos, com foco especial na proteção de crianças e adolescentes na Amazônia.
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania manifestou profundo pesar pelo falecimento e destacou a trajetória da religiosa:
“Com uma trajetória marcada pelo compromisso ético, pela coragem e pela atuação direta junto às populações mais vulnerabilizadas, irmã Henriqueta dedicou sua vida ao enfrentamento da violência sexual, da exploração de crianças e adolescentes e de outras graves violações de direitos, com atuação reconhecida nacional e internacionalmente.”
Liderança inspiradora
No estado do Pará, a freira foi uma liderança fundamental na articulação de redes de proteção, no diálogo com instituições públicas e na mobilização da sociedade civil.
“Sua contribuição foi decisiva para a consolidação do Fórum Cidadania Marajó, espaço estratégico de articulação, denúncia e construção coletiva de ações voltadas à defesa dos direitos humanos no arquipélago do Marajó, fortalecendo a incidência política e a visibilidade das violações históricas enfrentadas na região”
Sua atuação também serviu de referência para o filme Manas, que levou ao debate público a violência sexual contra meninas e mulheres na Amazônia, ampliando a conscientização sobre o tema e fortalecendo a urgência de políticas públicas de proteção.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), além de Henriqueta, outras três pessoas estavam no carro, que capotou no km 135,8 da BR-230. As vítimas foram socorridas com ferimentos graves e levadas ao Hospital de Trauma de Campina Grande.
A freira deixa um legado de defesa dos direitos humanos na região amazônica, especialmente na proteção de crianças e adolescentes, e inspira novas ações de promoção da dignidade humana.
Queremos conhecer a sua opinião sobre o tema: deixe nos comentários como você enxerga a importância de defender os direitos humanos na Amazônia e quais políticas públicas você considera prioritárias para proteger populações vulneráveis.

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