EUA freta 1º voo para retirar americanos de países do Oriente Médio

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou, nesta quarta-feira (4/3), que um voo fretado para a evacuação de cidadãos norte-americanos partiu do Oriente Médio rumo aos EUA. A operação faz parte de uma iniciativa do governo para facilitar o retorno de americanos na região, que vive uma escalada militar desde o último sábado (28/2).

O governo afirmou que novos voos fretados devem ser disponibilizados para atender cidadãos que desejam retornar ao país. Segundo a pasta, americanos que estiverem nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Arábia Saudita e Israel podem solicitar apoio para embarcar em voos fretados ou usar opções de transporte terrestre organizadas pelo governo.

Estimativas citadas por autoridades e pela imprensa indicam que centenas de milhares de cidadãos dos Estados Unidos vivem no Oriente Médio. A maior concentração está em Israel, onde residem de 600 mil a 700 mil americanos, muitos com dupla cidadania.

Os interessados precisam preencher um formulário de atendimento de crise disponibilizado pelo Departamento de Estado ou entrar em contato com a força-tarefa de assistência consular.

Por motivos de segurança operacional, o governo informou que não divulgará detalhes adicionais sobre as operações de transporte em andamento, como rotas, locais de embarque ou número de passageiros.

Guerra no Irã — No sábado (28/2), os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irã. O ataque resultou na morte de Ali Khamenei, líder supremo do país.

Em resposta, o Irã atacou bases militares dos EUA em vários países do Oriente Médio, além de realizar ofensivas contra Israel. O confronto já envolve diretamente pelo menos 11 nações e não há previsão de trégua.

Os impactos vão além do campo militar. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, canal por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo, e avisou que pode incendiar qualquer navio que tente atravessá-lo. Com isso, o preço do petróleo chegou a subir cerca de 10% após o início do conflito.

Como você vê os desdobramentos dessa escalada e seus impactos para moradores, economia e políticas externas? Deixe sua opinião nos comentários.

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