Ricardo Lewandowski, ex-ministro da Justiça do governo federal, enfrentava desgastes com o ministro da Casa Civil, Rui Costa e com a Secretaria de Comunicação Social (Secom), o que teria levado à sua saída do cargo, segundo publicação do O Globo.
Lewandowski deixou o cargo diante da ausência de aprovação da principal bandeira de sua gestão: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A tramitação da PEC pode atrasar devido à incerteza sobre o novo comando do ministério.
Segundo a reportagem, Lewandowski ficou mais contrariado com alguns colegas de governo à medida que surgiu a ideia de criar uma secretaria extraordinária vinculada à Casa Civil para concentrar as ações da segurança pública.
Mesmo sem ter sido aprovada por Lula, Lewandowski entendeu haver pressão interna para enfraquecer seu ministério. Em uma reunião tensa, no mês de novembro, ele chegou a questionar se Rui Costa teria interesse no cargo. “Se quiser a segurança pública, pode ficar para você.”
Nos bastidores, Lewandowski argumentou que não se sentia bem tratado pelo governo e se via isolado nas articulações no Congresso. Com a saída, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), junto de Rui Costa e do ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, defendem uma indicação conjunta para a pasta. O nome cotado pela ala baiana é o de Wellington Cesar Lima e Silva, atual advogado-geral da Petrobras.
Wagner é um dos principais apoiadores de Wellington para liderar o ministério. Enquanto Rui Costa e Sidônio Palmeira atuam de forma mais discreta para indicar o chefe do setor jurídico da Petrobras.
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