Os prêmios de Melhor Ator de Drama para Wagner Moura e de Melhor Filme Internacional para “O Agente Secreto” foram celebrados pelo elenco do longa de Kleber Mendonça Filho, em clima de samba.
Seguindo a tradição da equipe de comemorar as conquistas com a alegria do Carnaval, os artistas dançaram ao som de “Não Deixe o Samba Morrer”, de Alcione, mesmo não estando no Brasil.
Em vídeo compartilhado por Kleber Mendonça Filho, Wagner Moura aparece se jogando na dança, celebrando a vitória.
Após vencer o prêmio para o país 27 anos depois da conquista de “Central do Brasil”, Mendonça Filho falou aos jornalistas que acompanharam a premiação, oferecendo um panorama da cultura brasileira nos últimos anos e criticando o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Agora o ex-presidente (Bolsonaro) está preso. Ele foi irresponsável de forma épica por não liderar o Brasil. Acredito que os filmes e o cinema podem ser formas de expressar o luto de tempos em tempos que a sociedade na qual vivemos passa. A gente precisa saber se expressar. Os jovens cineastas americanos têm muito o que falar sobre o que está acontecendo com o país”, disse Mendonça Filho na entrevista pós-premiação.
Wagner Moura, recebendo o troféu para o país, destacou a importância da produção de Kleber para a nova geração. “É um filme sobre memória, a falta dela e um trauma geracional. Acredito que esse trauma pode ser transmitido entre gerações, e os valores também podem. Esse prêmio vai para quem está seguindo seus valores em momentos difíceis”, disse o ator.
O diretor reforçou que o cinema pode ser uma forma de expressar o luto da sociedade e lembrou que há espaço para jovens cineastas falarem sobre o que está acontecendo no país, usando a tecnologia para se expressar.
Convidamos você a refletir sobre o peso do cinema brasileiro na cultura atual. Compartilhe seus pensamentos sobre essa vitória e quais filmes nacionais você acredita que dialogam mais com o momento histórico.

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