Câmara aprova acordo entre Mercosul e União Europeia e Alckmin promete medidas para proteção ao agronegócio

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Em votação simbólica, a Câmara dos Deputados aprovou, na sessão desta quarta-feira (25), o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O projeto que referenda o acordo segue agora para análise do Senado Federal.

No Senado, a relatoria ficará a cargo da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que é vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária. A senadora já disse ter preocupações com possíveis prejuízos ao agronegócio brasileiro e defenderá mudanças nas salvaguardas previstas no acordo.

Antes da votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reuniu-se com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que garantiu que o governo encaminhará à Casa Civil o decreto que regulamenta as salvaguardas. A expectativa é que a medida seja editada antes da votação no Senado para assegurar proteção ao setor agroindustrial.

O vice-presidente também defendeu a aprovação do PL 6139, já aprovado no Senado e em regime de urgência na Câmara, que amplia o fundo garantidor e expande o crédito para exportação.

“É hora de acelerar as exportações no comércio exterior. Esse projeto amplia o fundo garantidor para aumentar o crédito para exportação. Vem ao encontro da agricultura, do agro, da indústria e também de serviços”, afirmou Alckmin.

O acordo provisório entre Mercosul e União Europeia foi assinado em janeiro deste ano, acompanhado do acordo mais amplo que abrange também as áreas política e de cooperação. O texto foi relatado em plenário pelo deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP).

O relator defendeu a aprovação, destacando que a decisão envolve não apenas o aspecto comercial, mas o futuro econômico do Brasil. “Não vamos votar apenas um texto. Vamos votar o tamanho do Brasil no mundo”, disse Pereira.

Para Motta, a aprovação consolidará a vocação exportadora do país. Ele ressaltou que o período de negociações foi suficiente e que chegou a hora de colher os frutos e colocar o Brasil na agenda comercial global.

O texto prevê que as partes eliminem ou reduzam tarifas de importação e exportação. Juntos, Mercosul e União Europeia somam 718 milhões de pessoas e um PIB estimado em 22,4 trilhões de dólares (aproximadamente 116 trilhões de reais).

Segundo o texto, a União Europeia se compromete a eliminar tarifas de importação sobre cerca de 95% dos bens, representando 92% do valor das importações europeias de bens brasileiros em até 12 anos.

E você, qual é a sua leitura sobre esse passo histórico nas relações comerciais do Brasil com a União Europeia? Deixe seu comentário e compartilhe a sua opinião.

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