O ex-vereador Carlos Bolsonaro usou as redes nesta terça-feira para criticar o tratamento dado ao pai, Jair Bolsonaro, preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, alegando que o barulho constante do ar-condicionado na Sala de Estado-Maior prejudica o sono do ex-presidente.
A defesa de Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determine à PF a correção do barulho. A PF reconheceu ruídos no sistema de climatização, mas disse que é impossível eliminá-lo sem obras estruturais que comprometeriam o funcionamento da instituição.
Familiares têm intensificado a pressão por prisão domiciliar humanitária.
Diante da situação, em vez de eliminar a causa do problema, foi-lhe fornecido protetores auriculares como suposta medida. O fato, por si só, evidencia que os responsáveis têm plena ciência de mais essa irregularidade, mantendo a condição adversa e transferindo ao custodiado o ônus de suportá-la
O ex-vereador também afirmou que o barulho constante tem impactos na saúde de Bolsonaro. “Ruído contínuo, privação de descanso e ambiente hostil configuram tratamento degradante, especialmente quando impostos a alguém com quadro de saúde sensível, agravando riscos físicos e psicológicos de forma desnecessária e injustificável”, disse.
Confira na íntegra:
COMUNICADO
Fui informado de que o Presidente Jair Bolsonaro, atualmente sob custódia do Estado, sabidamente por todos que sofre exposição contínua a ruído enlouquecedor intenso provocado por um equipamento de ar-condicionado central instalado junto à parede de sua cela.
Diante…
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) January 13, 2026
A PF informou que o sistema de climatização do edifício funciona diariamente das 7h30 às 19h.
O Metrópoles encontrou em contato com a Polícia Federal para confirmar o fornecimento dos protetores auriculares, mas não obteve resposta até a última atualização. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
Regalias solicitadas pela defesa do ex-presidente
Além das reclamações relacionadas ao ruído, a defesa tem apresentado ao ministro Moraes uma série de pedidos por benefícios que não são concedidos à maioria dos presos, como visitas ilimitadas, comida caseira, fim do barulho do ar-condicionado, fisioterapia em horários especiais e uma Smart TV com streaming. Moraes tem acatado alguns pedidos e recusado outros, sempre consultando a Procuradoria-Geral da República (PGR). Visitas ilimitadas de familiares próximos também foram solicitadas e autorizadas.
Assim que deixou de ter direito à prisão domiciliar, após queimar a tornozeleira eletrônica, Bolsonaro foi levado à Superintendência da PF e, para receber visitas de parentes, precisava de autorização judicial.
Em 2 de janeiro de 2026, Moraes autorizou, de forma permanente, que Bolsonaro recebesse visitas dos filhos que moram no Brasil: Flávio, Carlos, Jair Renan, além da enteada Letícia Firmo, que também poderá visitá-lo.
O caso segue aberto a decisões judiciais futuras, com a PF mantendo o funcionamento do prédio e a Justiça avaliando pedidos de regalias e de atendimento a familiares.
E você, o que acha das recentes decisões sobre a custódia e as condições de visita? Deixe sua opinião nos comentários.


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