Lula cria comitê gestor da reforma tributária e lança plataforma

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta terça-feira (13/1), o projeto de lei complementar que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), marco central da reforma tributária do consumo aprovada pelo Congresso. A sanção ocorreu juntamente com o lançamento da plataforma digital da reforma, que inicia a fase operacional do novo modelo de arrecadação.

O Comitê Gestor terá a missão de administrar, arrecadar, fiscalizar e distribuir o IBS entre estados e municípios, assegurando gestão compartilhada entre entes federativos. O órgão será composto por representantes de estados, do Distrito Federal e de municípios, seguindo critérios de participação estabelecidos em lei.

Junto da sanção, o governo lançou a plataforma digital da reforma tributária, que abriga o sistema da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A CBS substitui PIS, Cofins e IPI, e a plataforma funciona como ambiente único para cadastro, apuração, declaração e monitoramento dos novos tributos, com foco na simplificação e redução da burocracia. O sistema já permite que empresas, contadores e fiscos comecem testes operacionais durante a transição.

A reforma prevê uma transição gradual até 2033. A CBS começa a ser testada antes do IBS, por envolver competências federais, enquanto o IBS convive com os impostos atuais com alíquotas progressivas até a extinção de ICMS e ISS. A ideia é minimizar impactos e preparar o setor produtivo para a mudança definitiva.

Entenda as mudanças: hoje o sistema é fragmentado, com impostos do consumo cobrados pela União, estados e municípios, com regras diferentes e alto custo contencioso. Com o IBS e a CBS, haverá unificação em um modelo de IVA dual, regras padronizadas, cobrança no destino do consumo, menos distorções e tranquilidade tecnológica para as empresas, tudo em período de convivência entre o modelo antigo e o novo.

Segundo o governo, a combinação da sanção com a plataforma digital representa o primeiro passo concreto da reforma fora do papel. A expectativa é reduzir distorções, eliminar a cumulatividade e trazer previsibilidade aos investimentos, embora haja desafios na adaptação das empresas e na coordenação entre União, estados e municípios.

E você, como enxerga a mudança do sistema tributário brasileiro? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como acredita que a transição pode impactar negócios e consumidor final.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Ministérios de Defesa e Cidades serão os mais afetados bloqueio do Orçamento de 2026

O governo federal publicou, nesta sexta-feira (29) à noite, o decreto com o detalhamento dos cortes por ministérios e órgãos federais os Ministérios da Defesa e...

Passageiras são agredidas por homem dentro de ônibus no DF

Um homem de 27 anos foi preso por policiais militares, na manhã deste sábado (30/5), após agredir duas passageiras dentro de um ônibus, no...

Seleção Brasileira chega a hotel antes de amistoso contra Panamá

A delegação brasileira desembarcou na capital do Rio de Janeiro na noite deste sábado (30/5)