Meta descrição: Groenlândia, território autônomo dinamarquês com 2,16 milhões de km² e 80% de gelo, ganha relevância global pelos potenciais minerais e pela posição estratégica no Ártico, atraindo Trump e o conjunto de potências.
Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, é coberta de gelo em 80% e soma 2,16 milhões de quilômetros quadrados. Esse cenário, aliado a recursos minerais potenciais e a uma posição geoestratégica no Ártico, explica o interesse de Donald Trump e de blocos europeus pela região. Em termos de área, o território é quase o dobro do tamanho da Colômbia.
O setor de mineração na Groenlândia continua pouco explorado. Desde 2009, o governo local tem poder sobre o uso de matérias-primas, com a pesca como principal fonte de renda. Mesmo com o destaque econômico, apenas duas minas estão em atividade e a produção permanece limitada. Em meio à crescente demanda por metais, o território surge como possível eldorado, apesar do clima extremo e da infraestrutura ainda emergente.
Cartografia de recursos A União Europeia identificou 25 dos 34 minerais essenciais da sua lista de matérias-primas, incluindo terras raras. A atenção internacional se intensifica com projetos como o da Amaroq, que opera a mina de ouro local e planeja abrir Black Angel, uma mina de terras raras que pode entrar em funcionamento em 2027 ou 2028. Lá, há potencial para extrair zinco, chumbo, prata e elementos críticos como germânio, gálio e cadmio.
À beira da costa oeste, a Lumina Sustainable Materials explora desde 2019 um depósito de anortosita. Já o Tanbreez, projeto de terras raras ligado à Critical Metals – listada na Nasdaq – pretende abrir uma mina próximo a Qaqortoq (sul) ainda neste ano, com o objetivo de iniciar a extração em grande escala no próximo ano.
Economia e dependência Do ponto de vista econômico, a Groenlândia depende amplamente de subsídios dinamarqueses, que representam cerca de 20% do PIB. Apesar disso, a localização próxima a Nova York faz com que o território seja capturado pela órbita de interesse dos Estados Unidos, mantendo laços de defesa, financiamento e política monetária sob Copenhague. Historiadores apontam que, durante a Segunda Guerra Mundial, quando a Dinamarca ficou ocupada, os EUA assumiram o controle da Groenlândia e nunca teriam deixado totalmente.
Washington mantém uma base militar ativa no nordeste da ilha, em Pituffik. A infraestrutura serve como ponto de alerta estratégico desde a Guerra Fria e continua a ser um elo essencial do escudo antimíssil americano. Em resposta aos riscos de rotas marítimas e aéreas cada vez mais expandidas com o degelo, a Dinamarca investe em patrulheiros, drones, maior vigilância aérea e radares costeiros.
Dinamarca e alinhamentos O território está no radar de Donald Trump, que acusa Copenhagen de não assegurar adequadamente a segurança da Groenlândia diante da Rússia e da China. A Dinamarca, por sua vez, rejeita as críticas e aponta o investimento de cerca de 90 bilhões de coroas dinamarquesas (aprox. R$ 75,2 bilhões) para reforçar a presença militar no Ártico. As lideranças dinamarquesas e groenlandesas, juntamente com o governo dos EUA, discutem formas de ampliar a presença da OTAN na região, com uma reunião de alto nível entre 14 de janeiro de 2026, envolvendo as diplomacias.
Somando forças O objetivo é garantir maior vigilância e cooperação para explorar de forma responsável os recursos minerais estratégicos. A Groenlândia também busca estabilizar seus laços com parceiros ocidentais, mantendo a autonomia local e simultaneamente assegurando participação em acordos de cooperação que beneficiem seu desenvolvimento.
Convido você a compartilhar suas opiniões: qual o impacto real dessas movimentações na economia local, no equilíbrio geopolítico do Ártico e no papel da Groenlândia como parceira estratégica global? Deixe seu comentário abaixo e participe da discussão.

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