Pressão de governos isola cristãos no mundo 

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A pressão e a violência contra cristãos continuam ocorrendo em várias regiões, atingindo mais de 388 milhões de fiéis ao redor do mundo. Embora o número de ataques a igrejas tenha caído de 7.679 para 3.632 na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2026, a vigilância e a regulamentação rigorosas obrigam muitas igrejas cristãs a funcionar na clandestinidade.

Na Argélia, todas as igrejas protestantes foram fechadas, isolando os cristãos. Mais de 75% dos fiéis argelinos perderam o espaço de culto, sendo obrigados a se reunir discretamente em casas sob risco de prisão. Como não há mais igrejas protestantes para invadir, as autoridades miram atividades online, encerrando grupos com milhares de seguidores.

Na Mauritânia, o governo reprime o evangelismo e a hostilidade contra cristãos de origem muçulmana é alta. Abandonar o Islã pode ter punição de morte, ainda que, na prática, a pena seja simbólica, o que desencoraja a fé cristã e aumenta a pressão sobre os convertidos, levando as igrejas a operar com extrema cautela.

Na Tunísia, desde 2021 o país vive sob autoritarismo, com serviços de segurança intensificando a vigilância sobre os cristãos locais. Cristãos estrangeiros foram presos e suas residências revistadas. A repressão se estende aos migrantes subsaarianos sem documentação, em meio a ações contra o que as autoridades chamam de tráfico humano. Igrejas de tunisianos e subsaarianos foram invadidas e interrompidas, deixando muitos cristãos isolados e com apoio limitado.

Na China, as regras entraram em vigor em setembro de 2025, com 18 normas que obrigam os líderes religiosos a apoiar o Partido Comunista Chinês, a guiar as religiões para se adequarem à sociedade socialista e a pregar apenas em sites licenciados. As regras proíbem alcançar jovens, usar temas religiosos para atrair atenção, falar de cura, arrecadar dinheiro, realizar transmissões ao vivo, usar aplicativos da Bíblia e distribuir publicações religiosas. Diante disso, igrejas domésticas não registradas se fragmentaram em reuniões pequenas, de 10 a 20 pessoas, em locais secretos com direção pastoral mínima; pastores enfrentam acusações de crimes econômicos ou de provocar problemas.

Este panorama mostra o estreitamento da liberdade religiosa em várias regiões, impactando a vida de fiéis, moradores locais e redes de apoio. E você, como avalia a situação da liberdade religiosa no mundo? Compartilhe suas impressões nos comentários.

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