Resort ligado à família de Toffoli cai nas mãos de advogado da J&F

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Um advogado ligado aos irmãos Joesley e Wesley Batista comprou o resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). Em dois meses, Paulo Humberto Barbosa adquiriu todas as cotas do empreendimento, tornando-se o único proprietário em abril de 2025. Barbosa integra a Petras Negócios e Participações — empresa de aluguel de aeronaves —, na qual o trio é dono, com Barbosa detendo 50%. No conjunto, ele administra dez empresas, que vão do comércio atacadista a investimentos e agropecuária.

A compra foi intermediada por meio de um fundo de investimento administrado pela Reag, financeira investigada no caso Banco Master, o que gerou questionamentos sobre a conduta de Dias Toffoli como relator do inquérito no STF. O ministro não integrou o quadro societário do Tayayá, mas era frequentador assíduo. Em 2023, Toffoli assinou a suspensão de uma multa de 10,3 bilhões de reais estabelecida no acordo de leniência entre a J&F e o MPF. Em 2025, a imprensa informou que ele viajou ao Tayayá a bordo de uma aeronave de Beto Louco, investigado na operação Carbono Oculto. Procurado, Toffoli não comentou esses pontos; Barbosa não respondeu às tentativas de contato.

O escritório de Barbosa atua em processo que investiga a aquisição de empresas americanas pelos Batista com financiamento do BNDES, segundo nota da JBS. A empresa afirmou que o escritório defendeu a JBS em ações no estado de Goiás e que não há relação entre a companhia, as empresas citadas ou o advogado.

A venda do Tayayá, ligada a um fundo de investimento da Reag, gerou debates sobre possível conflito de interesses envolvendo autoridades e empresários próximos aos Batista. Embora o resort não tenha registro societário de Toffoli, o tema volta à tona com frequentes referências públicas ao envolvimento de figuras ligadas ao caso Banco Master. As tentativas de contato com os envolvidos não obtiveram respostas até o momento.

Convido você a deixar a sua opinião nos comentários sobre os desdobramentos dessas relações entre empresários, o poder público e decisões judiciais, e como isso pode impactar a confiança no ambiente de negócios.

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