Irmã do prefeito de São Paulo é presa por desacato, embriaguez e lesão corporal
Janaína Reis Miron, irmã do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), foi presa em 15 de janeiro na zona sul da capital. Ela era alvo de dois mandados de prisão por desacato, embriaguez e lesão corporal e foi identificada por câmeras do sistema Smart Sampa, principal bandeira da gestão.
Segundo apurações, Nunes e Janaína não tinham contato há cerca de 15 anos. A mulher tem problemas de dependência de álcool e foi diagnosticada com cirrose. Houve informação de que um transplante estava marcado para a próxima terça-feira (20/1).
Como foi a prisão da irmã de Nunes?
Janaína foi detida por volta das 15h20 em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na avenida Clara Mantelli, no bairro Socorro, zona sul. As autoridades usaram o monitoramento do Smart Sampa para a identificação. Na ocasião, ela buscava remédios para o tratamento da cirrose e foi conduzida ao 11º Distrito Policial (DP), em Santo Amaro, onde passou a noite detida e deverá passar por audiência de custódia na sexta-feira (16/1).
A defesa, representada pelo advogado Alexandre Fanti, disse que Janaína acompanhou a ocorrência na delegacia como representante da OAB. O espaço de custódia permanece aberto para atualizações sobre o andamento do caso.
Por que a irmã de Nunes era alvo de dois mandados?
A irmã do prefeito já havia sido condenada por embriaguez ao volante e desacato, em outubro de 2022, após dirigir com sinais de embriaguez no trecho da Rodovia SP 209. Segundo o relato da atuação policial, ela foi flagrada “ziguezagueando”, não possuía documentos, o licenciamento e a habilitação estavam vencidos e, ao ser informada de que seria levada à delegacia, teria xingado os PMs e ameaçado soltarem cães do veículo.
Ela se recusou a realizar o bafômetro, mas constataram a embriaguez por meio de sinais de voz, odor etílico e desequilíbrio. Os mandados de prisão foram expedidos em 2024 e outubro de 2025. Na ação penal, Janaína recebeu a pena de 15 meses de detenção em regime aberto e o pagamento de 23 dias de multa. Ela não teria iniciado o cumprimento, o que justificaria o mandado em aberto.
A defesa negou o consumo de bebida alcoólica e alegou que Janaína estaria sob efeito de medicação devido a tratamento psiquiátrico. Ela afirmou ainda que havia dois pit Bulls no interior do veículo, o que considerava perigoso para a aproximação dos agentes. Também mencionou que não haveria necessidade de prisão, pois “não estava fora de si” e que não causava mal a ninguém.
Condenada por bater em filho
- Além da prisão por desacato, embriaguez e lesão corporal, Janaína já havia sido condenada por agressões contra o filho de 11 anos, em 2014.
- Os atos incluíram mordidas, puxões de cabelo, batidas da cabeça contra a parede e arremesso de objetos.
- A perícia confirmou lesões corporais leves. Em abril de 2024, a Justiça determinou oito meses de detenção em regime aberto pela violência contra o garoto.
O que diz a prefeitura?
A Prefeitura de São Paulo afirmou que a prisão da irmã do prefeito foi amparada por mandados judiciais e ocorreu dentro do rigor da lei. Em nota, ressaltou que a detenção seguiu os critérios de identificação do Smart Sampa, ferramenta de monitoramento da cidade e uma das bandeiras da gestão. A reportagem do Metrópoles procurou a defesa de Janaína, sem retorno até o fechamento desta matéria.
Esta atualização mantém o ritmo das informações oficiais fornecidas pela cidade e pelas autoridades, sem comentários adicionais até o momento.
Observação: informações sobre a prisão e os antecedentes foram apuradas com base em fontes oficiais e reportagens do Metrópoles.
E você, o que acha dessa sequência de eventos envolvendo parentes do poder público? Compartilhe sua leitura nos comentários e conte quais pontos foram mais relevantes para você.






Facebook Comments