O governador Jerônimo Rodrigues entregou as chaves do Palacete Saldanha à Caixa Econômica Federal (CEF) para abrigar a nova sede da CAIXA Cultural na Bahia, em Salvador. A CAIXA ficará responsável pela restauração, reforma e adequação do espaço histórico, que já sediou o Liceu de Artes e Ofícios e é tombado pelo IPHAN desde 1938, além de integrar o Patrimônio Mundial Cultural reconhecido pela UNESCO.
Durante a solenidade, foi assinado um Termo de Compromisso entre o Estado da Bahia, a CAIXA e o Ministério da Cultura, reforçando a gestão pública conjunta de políticas culturais e o compromisso com mudanças estruturais no setor.
Para celebrar, houve cortejo percussivo com a Banda Didá, lavagem da escadaria do palacete e show com o cantor Lazzo Matumbi. A ministra Margareth Menezes destacou que a ocupação do Palacete Saldanha marca a transformação de um equipamento histórico em um polo cultural importante para a cidade, o estado e o país.
O secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, ressaltou o fortalecimento de novos espaços culturais e afirmou que o governo investe na área, com a expectativa de avançar com a primeira etapa do projeto ainda neste semestre, incluindo a futura expansão da CAIXA Cultural na Bahia.
A CAIXA Cultural de Salvador, que hoje funciona na rua Carlos Gomes, recebe cerca de 40 mil pessoas por ano. O projeto prevê a maior unidade da rede no país, com sete mil metros quadrados dedicados à cultura, incluindo teatro, galerias, salas de ensaio e áreas para ações arte-educativas, além de espaços para apresentações, saraus e atividades diversas.
O Palacete Saldanha fica próximo à Praça da Sé, um monumento arquitetônico do Brasil colonial. O Governo do Estado investiu cerca de R$ 5 milhões na aquisição do imóvel, recurso destinado ao pagamento de dívidas trabalhistas do antigo Liceu e à posterior gestão pela CAIXA Cultural para conduzir a requalificação e adequação, preservando a memória do espaço tombado e mundial desde 1985.
Com a inauguração, a CAIXA Cultural manterá suas atividades articuladas ao novo espaço, fortalecendo a revitalização do Centro Histórico e ampliando a oferta cultural para moradores e visitantes da cidade. E você, o que espera dessa transformação para a cena cultural baiana? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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