Groenlândia e Dinamarca realizam protestos contra ameaças de Trump

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Milhares de pessoas responderam às convocações de ONGs e foram às ruas da Dinamarca e da Groenlândia neste sábado (17/1) para protestar contra as ambições territoriais do presidente Donald Trump. O tema central é a possível anexação da Groenlândia e a ameaça de tarifas a países que não apoiem esse plano. A mobilização reforça o apoio ao direito à autodeterminação da Groenlândia.

Sob um céu cinzento e temperaturas próximas a 0°C, manifestantes com bandeiras groenlandesas e dinamarquesas reuniram-se na praça da prefeitura de Copenhague. Eles entoaram o nome groenlandês, Kalaallit Nunaat, e exibiram cartazes com mensagens em inglês como “Make America Go Away”, fazendo uma alusão ao slogan de Trump.

Vários representantes dinamarqueses, incluindo a prefeita de Copenhague, Sisse Marie Welling, marcharam ao lado dos manifestantes. Diante da embaixada dos EUA, os organizadores realizaram discursos em um palco improvisado para concluir a mobilização.

A senadora republicana Lisa Murkowski afirmou que “75% dos americanos” se opõem à ideia de Trump e defendeu que a Groenlândia seja considerada aliada após reunião com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e o líder groenlandês Jens-Frederik Nielsen.

As manifestações ocorreram principalmente em Copenhague e Nuuk, mas também foram convocadas em Aarhus, Aalborg e Odense. Segundo a organização Uagut, o objetivo é enviar uma mensagem clara de respeito à democracia e aos direitos humanos na Groenlândia.

Desde que retornou ao poder há um ano, Trump tem citado com frequência a possibilidade de controlar a Groenlândia, apresentando a anexação como uma questão de segurança nacional para conter o avanço da Rússia e da China.

Julie Rademacher, presidente do movimento Uagut, alerta que o aumento de tensões pode gerar mais problemas do que soluções. Avijåja Rosing-Olsen, organizadora das manifestações, afirma que a luta não é apenas da Groenlândia, mas uma causa que envolve o mundo inteiro.

Segundo uma pesquisa de HS Analyse divulgada em janeiro de 2025, 85% da população groenlandesa é contrária à anexação pelos Estados Unidos, enquanto apenas 6% apoiarão a medida.

França, Reino Unido, Alemanha, Holanda, Suécia, Noruega e Finlândia anunciaram o envio de militares para uma missão de reconhecimento no exercício dinamarquês Arctic Endurance, com participação da OTAN. Também foi aberta a possibilidade de os Estados Unidos participarem das manobras, segundo o chefe do Comando Ártico dinamarquês, Søren Andersen, que destacou a cooperação com a Rússia nessa atividade.

A atualização mostra como Groenlândia e Dinamarca se situam no centro de tensões entre grandes potências, envolvendo soberania, segurança e o direito internacional. E você, o que pensa sobre o futuro da Groenlândia e as relações regionais no Ártico? Comente abaixo com suas ideias e perguntas.

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