Irã avalia restabelecer acesso à internet ‘de forma progressiva’

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As autoridades iranianas cortaram, sem aviso prévio, todas as comunicações em 8 de janeiro, em meio a uma onda de manifestações contra o governo provocadas pela crise econômica e pela desvalorização da moeda. A medida gerou ampla preocupação sobre o acesso à informação e à mobilidade digital no país.

Os protestos, iniciados em 28 de dezembro pelo aumento do custo de vida e pela desvalorização da moeda, são considerados o maior desafio ao regime desde as manifestações de 2022-2023, desencadeadas pela morte de Mahsa Amini. O balanço mais recente aponta pelo menos 3.428 mortes, com estimativas que superam 5.000 e chegam a 20.000.

Na terça-feira, as ligações para fora do país foram restabelecidas, e as mensagens de texto voltaram no sábado, após dias de suspensão. A internet interna continua como via principal para serviços de táxis, entregas e bancos, enquanto o acesso a redes estrangeiras permanece restrito.

Em condições normais, aplicativos amplamente usados no Irã — como Instagram, WhatsApp e Telegram — costumam funcionar, embora sob restrições que costumam exigir o uso de VPN para contornar bloqueios.

Jornalistas em Teerã conseguiram se conectar à internet no domingo, embora a maioria dos provedores continue bloqueada. Relatos indicam que aplicativos de mensagens locais poderão ser liberados em breve.

As informações apontam para um retorno gradual da conectividade, com o governo avaliando como ampliar o acesso, principalmente para serviços urbanos da cidade e da região.

O que você pensa sobre esse retorno gradual da internet no Irã e seus impactos no dia a dia dos moradores da região? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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