Pelo menos 39 mortos e 123 feridos é o saldo de uma colisão entre dois trens de alta velocidade no sul da Espanha, que transportavam centenas de passageiros. O Ministério do Interior informou hoje que o número de vítimas pode subir, com cinco em estado muito grave e 24 em estado grave.
O acidente ocorreu quando um trem da empresa privada Iryo, em viagem de Málaga para Madrid, descarrilou perto de Adamuz, cruzou para os trilhos adjacentes e atingiu um trem da Renfe que seguia de Madrid para Huelva, provocando novo descarrilamento.
A Iryo informou que o trem partiu de Málaga com 289 passageiros, 4 tripulantes e 1 maquinista a bordo, sendo fabricado em 2022 e tendo a última inspeção em 15 de janeiro.
As primeiras conclusões da investigação apontam que o trem da Iryo descarrilou, e o Renfe que seguia no sentido oposto acabou atingindo os vagões já desviados.
O ministro Óscar Puente explicou que a frente do trem que seguia de Madrid para Huelva colidiu, pelo que se sabe, com um ou mais vagões que já haviam cruzado os trilhos. O impacto foi tão violento que os dois primeiros vagões do trem da Renfe saíram dos trilhos.
Uma testemunha disse à RTVE que um dos vagões do primeiro trem parecia ter capotado. Imagens de televisão mostraram equipes médicas e bombeiros trabalhando para retirar as vítimas dos destroços.
Os serviços de emergência tiveram dificuldades para retirar as centenas de passageiros presos nos destroços. Um bombeiro explicou que os vagões estavam retorcidos, dificultando o acesso às pessoas presas.
Um jornalista da emissora pública RNE, que viajava em um dos trens, descreveu o impacto como um terremoto. Passageiros usaram martelos de emergência para quebrar vidros e sair dos vagões, segundo relatos.
O trem foi descrito pela vítima Lucas Meriako como “Um filme de horror”, que acrescentou que houve sensação de que o trem inteiro iria desmoronar e que muitos ficaram feridos pelos vidros estilhaçados.
A imprensa espanhola estima que cerca de 400 pessoas estavam nos dois trens. Os serviços de alta velocidade entre Madri e Córdoba, Sevilha, Málaga e Huelva ficarão suspensos pelo menos até segunda-feira, e as estações de Madri, Sevilha, Córdoba, Málaga e Huelva estão preparando espaços para atender familiares das vítimas. A Espanha detém a maior rede de trens de alta velocidade da Europa, com mais de 3 mil quilômetros de linhas, conectando cidades como Madri, Barcelona, Sevilha, Valência e Málaga.
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