O encerramento das atividades do Terminal Rodoviário de Salvador (TRS), na Avenida ACM, motivou a criação de uma força-tarefa estadual para evitar o abandono do prédio durante a transição para o novo terminal. A gestão temporária, definida por portarias conjuntas das secretarias de Administração (Saeb) e Infraestrutura (Seinfra) e da Agerba, assegura a segurança e a conservação imediata do imóvel.
O governo cita um histórico recente de ocupações irregulares e depredação de bens públicos na Bahia para justificar a medida. A comissão terá 12 meses para realizar um inventário completo dos bens e fiscalizar o uso e a manutenção da estrutura, podendo acionar a Procuradoria Geral do Estado em caso de dúvidas jurídicas durante o processo.
Ainda nesta segunda-feira, durante a cerimônia de inauguração da nova Rodoviária de Salvador, no bairro Águas Claras, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) sinalizou que a venda do terreno já foi autorizada pela Assembleia Legislativa (AL-BA), mas o destino do local ainda não está definido.
O governador mencionou que o antigo espaço ficará sob a responsabilidade da Superintendência de Patrimônio, vinculada à Secretaria da Administração (Saeb); a Polícia Militar da Bahia também deverá ocupar o espaço até que haja ocupação efetiva. O grupo responsável pela gestão será formado por representantes da Saeb, Seinfra e Agerba.
NOVA RODOVIÁRIA A nova Rodoviária da Bahia, localizada em Águas Claras, foi inaugurada nesta segunda-feira (19) e começará a operar nesta terça-feira (20).
Com área total superior a 127 mil metros quadrados e cerca de 41 mil metros quadrados de área construída, o Terminal Salvador foi concebido como um hub de mobilidade moderno e integrado. O espaço reúne ônibus urbanos, metropolitanos e intermunicipais, com perspectiva de ligação futura ao VLT. A estimativa é de cerca de 20 mil passageiros diários, com aproximadamente mil ônibus realizando embarques e desembarques diariamente.
Fique atento aos desdobramentos sobre o uso do antigo espaço e a evolução da nova Rodoviária de Águas Claras. Compartilhe sua opinião sobre o impacto do parque rodoviário na cidade e no patrimônio público nos comentários abaixo. Que leitura você faz sobre esse movimento de reorganização da mobilidade?

Facebook Comments