Groenlândia se prepara para possível invasão dos EUA, dizem autoridades locais
Meta descrição: Groenlândia, com participação de Dinamarca e alguns países da OTAN, se prepara para uma eventual invasão pelos EUA, enquanto Donald Trump ameaça tarifas e pressiona pela anexação. Análise sobre as implicações para a OTAN, Dinamarca e o equilíbrio de poder no Ártico.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou a repórteres em Nuuk que o território se prepara para uma possível invasão dos EUA, com tropas da Dinamarca e de algumas nações da OTAN. Ele destacou que “não é provável que haja conflito militar, mas não pode ser descartado”.
O ex-primeiro-ministro Mute B. Egede acompanhou Nielsen e reforçou a necessidade de preparação da população, incluindo o nosso estoque de comida para cinco dias. “Nós devemos nos preparar para todas as coisas que podem acontecer”, disseEgede, reforçando a cautela diante das tensões.
As falas ocorrem no contexto de tensões entre Donald Trump, presidente dos Estados Unidos desde janeiro de 2025, e a Groenlândia. Trump tem reiterado o desejo de tomar o território, com ameaças de tarifas a países europeus que resistirem à anexação. A medida inicial prevê tarifas de 10% a partir de 1º de fevereiro, elevando para 25% em junho se não houver avanço nas negociações, impactando Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia. Além disso, Trump divulgou cartas e imagens geradas por IA nas redes sociais, sugerindo a transfusão da Groenlândia para o território americano.
A reação internacional tem sido de resistência. A União Europeia e a Dinamarca rejeitam veementemente a ideia de transferir soberania sobre a Groenlândia. Em resposta aos ataques, a Dinamarca propôs, por meio de uma presença mais permanente da OTAN na Groenlândia e em seus arredores, para aumentar a segurança regional, conforme informou a imprensa após uma sessão parlamentar em Copenhague.
A discussão acontece durante o Fórum Econômico de Davos, com lideranças do território enfatizando que a Groenlândia continua integrada à Dinamarca e que qualquer mudança de soberania exigiria acordos amplos entre aliados. Enquanto isso, a atenção mundial permanece alta, com a Europa observando de perto as jogadas políticas e militares envolvidas.
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