Andrés Sanchez pode ser expulso do Corinthians? Entenda o caso

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A Comissão de Justiça do Corinthians concluiu a apuração sobre o uso indevido de cartão corporativo pelo ex-presidente Andrés Sánchez, classificando a conduta como gestão temerária que prejudica a imagem do clube. O relatório recomenda o ressarcimento aos cofres e a adoção de medidas de controle para evitar novas irregularidades, cabendo ao Conselho Deliberativo debater eventuais punições.

De acordo com o parecer, Andrés Sánchez admitiu ter utilizado o cartão corporativo para uso pessoal, afirmando que houve o equívoco, e a defesa sustenta que o caso está sendo “espetacularizado”.

O dirigente permanece sujeito a punições, que serão discutidas pelo Conselho Deliberativo, presidido por Romeu Tuma Júnior, diante da pressão de torcidas organizadas. Há a possibilidade de abrir um procedimento ético-disciplinar na Comissão de Ética para eventual desligamento do quadro associativo.

A torcida uniforme Gaviões da Fiel publicou nota cobrando a expulsão de Andrés Sánchez, de Duílio Monteiro Alves e de Augusto Melo, apontando irregularidades no contrato com a antiga patrocinadora Vai de Bet.

Além da apuração interna, o caso envolve o Ministério Público: em dezembro, Andrés Sánchez e o ex?diretor financeiro Roberto Gavioli foram denunciados por lavagem de dinheiro e crimes tributários, segundo fontes do Estadão Conteúdo.

O histórico de disputas também é citado na memória do clube: o ex?presidente Alberto Dualib deixou de ser sócio em 2008 após o escândalo envolvendo o MSI, marcando um paralelo com episódios de gestão questionada no Corinthians.

Sobre as regras de desligamento, o estatuto não prevê expulsão de conselheiros vitalícios por irregularidades após o fim do mandato. Entre os motivos de desligamento para associados estão: reincidência em atos suspensos, atraso no pagamento de três contribuições consecutivas, condenação criminal, crimes hediondos ou infamantes, ato grave contra a moral desportiva ou imagem do clube.

A apuração também reforça que regulamentações sobre uso de cartão corporativo não integram o estatuto, mas indicam que o uso para benefício próprio foi comprovado, segundo o parecer.

Como você avalia a atuação da diretoria diante dessas denúncias e a reação das torcidas? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre transparência e governança no futebol brasileiro.

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