Onze cristãos evangélicos foram presos na localidade de Pinar Salinas, no município de Zinacantán, nas Terras Altas de Chiapas, México, após se recusarem a participar de uma festa católica tradicional promovida pela localidade.
Segundo relatos, as autoridades locais exigiram uma multa de 100 mil pesos (aproximadamente R$ 30 mil) para libertação. A prisão ocorreu por volta das 11h, quando líderes da localidade, acompanhados por outras pessoas, entraram à força em uma residência onde os evangélicos realizavam culto.
Antonio Vázquez Méndez, representante do grupo, afirmou que buscarão a intervenção do governo estadual, afirmando que o que aconteceu não é justo. “Não estamos nos anos 70 ou 80; estamos em 2026 e, infelizmente, a intolerância religiosa ainda existe”, disse.
Após horas de negociação com autoridades locais e representantes do governo estadual, incluindo o prefeito de Zinacantán, foi firmado um acordo que libertou os 11 sem o pagamento da multa. No entanto, segundo o portal Evangélico Digital, as famílias passaram por novos castigos, com o corte de água e energia elétrica nas residências, agravando sua vulnerabilidade.
As autoridades locais se recusaram a comentar publicamente as acusações.
Segundo Vázquez Méndez, o episódio não é isolado. Conflitos religiosos na região remontam a 2010, quando moradores convertidos ao cristianismo passaram a enfrentar perseguições, prisões arbitrárias e a suspensão de serviços básicos. Em quase quatro anos, várias famílias evangélicas vivem sem água, energia elétrica e educação para os filhos, além de sofrerem ameaças de expulsão ou até de morte.
Vázquez Méndez também contestou a legalidade da multa, afirmando que não há base jurídica para a punição, já que os evangélicos não cometeram crime. Mesmo com a justificativa de que o caso não tem motivação religiosa, ele aponta que a detenção ocorreu durante um culto, o que indica perseguição por fé.
Ao final, o representante pediu intervenção urgente do governo de Chiapas para assegurar a liberdade religiosa, prevista na Constituição mexicana. “Queremos viver em paz, harmonia e respeito, sem violência, prisões ou expulsões por motivos religiosos”, concluiu.
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