Israel adere ao “Conselho da Paz” de Trump; China evita e defende ONU

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Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, aceitou o convite do presidente dos EUA, Donald Trump, para integrar o chamado Conselho da Paz, conforme anunciado pelo gabinete israelense nesta quarta-feira (21/1). Criado por iniciativa de Trump, o Conselho da Paz surgiu originalmente para supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza, devastada pela guerra com o Hamas; a minuta da carta amplia seu escopo, conferindo-lhe um mandato global para atuar na resolução de conflitos em várias regiões e dando a Trump amplos poderes como presidente do conselho.

Além de Netanyahu, já aceitaram o convite outros líderes: o rei Mohammed VI do Marrocos, que atuará como membro fundador; o xeque Mohammed bin Zayed Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos; e o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán. Na Armênia, o premiê Nikol Pashinyan também confirmou a adesão, segundo informações oficiais.

Quanto à posição da China, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, não confirmou a aceitação do convite, reiterando que Pequim defende um sistema internacional com as Nações Unidas no centro, uma ordem internacional baseada na Carta da ONU e reformas gradativas.

O Conselho da Paz terá um conselho executivo de sete membros, presidido por Trump, com nomes como o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, o genro de Trump, Jared Kushner, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Segundo um funcionário americano, a adesão é voluntária, não há taxa de entrada e os mandatos são de até três anos, renováveis, com regras para Estados que contribuírem mais de US$ 1 bilhão no primeiro ano. A presidência pode permanecer com Trump até que ele renuncie, cabendo ao próximo presidente nomear um representante.

O documento, de oito páginas, critica abordagens que falharam com muita frequência e defende uma organização internacional de paz mais ágil e eficaz para atuar em diversas regiões afetadas por conflitos, não apenas na reconstrução de Gaza. A criação do órgão foi endossada pela ONU, mas explicitamente para esse fim, conforme afirmou o porta-voz Farhan Haq.

Qual o impacto real de um órgão de paz liderado por Trump, com mandatos amplos e influência sobre decisões de líderes mundiais? Deixe sua opinião nos comentários e conte o que você pensa sobre esse movimento e o futuro da cooperação internacional.

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